quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Planos

Eu espero que esse ano acabe logo. Foi um ano longo demais.
Apesar das risadas, uma ou outra festa, estar pertiiinho do M., mal posso esperar pelo ano que vem.
É.
No ano que vem, vou viajar, tirar carta, impedir que a Dilma vire presidente. Se tudo der certo, até numa faculdade eu entro. Adeus, Zona de Convergência, adeus, Sistemas Endócrinos! Depois do dia 13 de janeiro, nunca mais vou querer saber de vocês.
Ah, sábados. Mal posso esperar. Férias decentes, sem peso na consciência. Mil seriados. Filmes. Pessoas (que, por favor, não sejam adeptos do "carinho no ombro", ugh). Acho que vou até brigar menos com S. e I., já que, em março, eles vão estar em aula e quem vai estar de férias serei eu. Acho que até D.R. vai se sentir melhor.
Uma vida, enfim. (Tá, exagerei.)
Mas, de verdade, não vejo a hora.
Vou entrar naquele avião e esquecer deste ano.
Beijos.

Dia 13, dia 13, chegue logo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Discursos de incentivo, sarcasmo, listas de exercício.
Agora é tudo ou nada.

domingo, 13 de setembro de 2009

Uma amiga me disse

"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Mário Quintana"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Autominibiografia

Eu uso calça jeans, principalmente. Tomo Coca-Cola, mas estou tentando diminuir, não uso drogas, gosto de caipirinha de morango, e, sim, isso é pros fracos. Sou fraca mesmo, em todos os sentidos, mas não acho isso ruim.
Odeio pessoas irônicas, mas às vezes, não consigo segurar minha própria ironia. Dificilmente guardo sentimentos ruins, mas quando guardo, é para sempre mesmo. Constantemente, sinto vontade de abrir um buraco no chão e sumir.
Tenho muitos medos. Medo de escuro, medo de levar um fora, medo de rirem de mim, medo de cachorro, medo de ofender, medo de todo mundo morrer, medo. Isso me impede de fazer muita coisa, mas também me poupa.
Não acredito que o Obama seja diferente de todos os outros presidentes do Grande Estados Unidos. Apesar de parecer, não sou anti-americana, só não gosto de pagar pau. (Mas meu sonho é ir para Nova York).
Tenho alguns inimigos mortais, mas eles não sabem disto. Faço tudo por algumas pessoas, mas elas também não sabem disto. Aliás, nenhum deles nunca vai saber, e é melhor assim.
Estudo para entrar na Poli, mas se não entrar, tenho outras opções. Gosto de Matemática, Física, Química e Botânica, odeio Fisiologia, História e Geografia Física. O resto, depende.
Assisto séries sobre pessoas ricas e bonitas, e Ugly Betty e Big Bang Theory. Não gosto de True Blood.
Não sou rica, não sou pobre, não sou a mais bonita, e nem a mais feia. Gosto de falar de mim mesma. Talvez porque é o único assunto sobre o qual eu tenho alguma opinião formada.
Além de cachorros, pessoas irônicas, comida, amor, amigos, e outras coisinhas mais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ai, que vontade.

De tomar um açaí gelado, de rir um pouco com as minhas amigas, de assistir uma comédia romântica, de ir para a praia, de ficar mais um pouco com você.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

82

Um monte de gente na porta, olhando o papel ali fixado. Uns, murmurando, talvez rezando, talvez rogando para que aquele de boné, atrapalhando a vista da lista, erre todas as questões. Outros, com o livro na mão, tentando injetar um pouco do que está escrito em sua mente, um mínimo que seja, nessa hora vale tudo. Tem o tiozão, que pode ser um professor de cursinho querendo conseguir colocar o gabarito no ar antes da concorrência, ou um frustrado na profissão querendo mudar de vida. Tem aquele, prestando por desencargo de consciência, ainda nem sabe direito o que quer, não liga de passar por mais um ano de cursinho. Tem os pais abraçando, aconselhando, quase tirando uma foto daquela iniciante, que vai tentar pela primeira vez.
Um nó no estômago. Não devia ter comido, devia ter comido, preciso de uma água, preciso de ar. Por que tanto barulho?! Estalo os dedos. Rôo unha. Não é hora de tentar acabar com os vícios. Ai, acho que esqueci o documento! Ufa, tá no bolso. Putz, não pus o relógio! Ah, tá aqui. Caneta azul, caneta preta, borracha, régua, lápis, ah não! Olha a ponta desse lápis! Respira, respira, não pira.
Um branco. Qual a fórmula de campo eletromagnético? Tenho certeza que vai cair uma questão sobre campo eletromagnético! Qual país tava em guerra? Era na América, tenho quase certeza. Não, não, era na África! Briófitas?! Que são briófitas?! Ah, devia ter trazido um livro também, devia. Não, moça, não quero uma propaganda do seu cursinho, esse ano eu passo! Ah, desculpa, é o seu trabalho, né?
Uma sala organizada. Uma carteira minúscula. Cai o estojo. Cai a água. Cai tudo. Que vergonha. Será que as pessoas percebem? Não, tá todo mundo na mesma situação. Porque ele não tá aqui, pra segurar minha mão e dizer que vai dar tudo certo?! Na hora que eu mais preciso. Ai, que egoísta, ele também deve estar passando por isso, apesar de toda a sua racionalidade. Uhn, ela começou a entregar. Já era.
82 dias.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Wake up the dawn and ask her why.

A música toca, e você simplesmente quer dançar. Aí você levanta, vai até a geladeira e pega um copo de felicidade líquida, deixando um redação sobre políticos bigodudos para depois. Você ri, você desafina, você esquece, por dois minutos, toda preocupação. Então, todas as coisas boas da vida parecem fazer sentido. Bolo de chocolate com sorvete, amigos, sonhos. Você sabe que não há nada, nada mesmo, que você não vá conseguir.
Você esquece os poliedros, os presidentes sacanas e todos os tipos de clima que, na verdade, não passam de clima frio, clima quente, clima seco e clima molhado, em diferentes graus. Você sabe que quatro vezes doze é quarenta e oito e, por hora, é o que você precisa saber.
O Samuel lhe ensina a lidar com a tristeza que, sabemos, às vezes, surge do nada. O Will lhe garante que a noite vai ser boa. A Colbie diz que você tem sorte por estar apaixonada pelo seu melhor amigo. A Sílvia lhe fala para não mudar (de novo) o nome do blog, ela prefere assim. E você ouve, todos eles.
E tudo é assim muito bom.
Porque é assim que tudo tem que ser.

sábado, 15 de agosto de 2009

Bife.

Ele é muito engraçado. Às vezes, é fofinho e bonzinho, e me dá Coca-Cola. Às vezes, não passa de um chatinho que fica colocando fotos indevidas no orkut, pra todo mundo ver. Ele é um nerd que gosta de baladas, e que (...*). Ele é tão viciado em videogames quanto o meu namorado.
Ele passou na maior faculdade de todos os tempos, mas, de vez em quando, sente muito por isso, porque ele não pode mais assistir a aulas de História e Geografia. Cada vez que eu pergunto para ele o que eu devo fazer da vida, ele fala uma coisa diferente. Ele usa chinelo de vovô com meia. Ele só toma chá gelado, e o seu sorvete preferido é de milho.
Ele é muito engraçado.

(*)Desculpem, isto teve que ser censurado.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dias brancos.

Já ouvi as mesmas quatro músicas dez vezes. Liguei cinco vezes pra ver se não dava pra gente sair mesmo (é, sou meio lesa). Fucei alguns orkuts alheios, mas percebi que cansei desta vida. Agora vou na farmácia com a minha amiga.
E me odeio por não ter nunca alguma coisa boa pra escrever/falar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ciranda, cirandinha

Vamos todos cirandar.
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar.
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.

sábado, 25 de julho de 2009

Twitter.

Não sei o que escrever, não tenho o que escrever, não me importo em escrever. Para falar bem a verdade, acabei entrando só pra saber como é que era. Dizem que a morte de MJ foi anunciada, em primeira mão, lá. Falaram que a ida ou não ida do Muricy pro Palmeiras seria por lá também. Eu só consigo pensar em falar que não tenho o que escrever ou, quando estou muito inspirada, em comentar sobre meu almoço. Muito interessante, né.
Pois é. Depois de apagar um ou dois perfis de orkut (e sempre voltar ao vício, é claro), de abandonar o msn (de vez), de envergonhadamente deixar um ou dois (ou até mais) blogs abandonados, criei mais um instrumento de comunicação que raramente irei usar.
Sinceramente, sou uma frequentadora muito mais assídua do taaz.
Mas me sigam, não os incomodarei, de qualquer forma.

Siga-me.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Procura-se uma Skipper.

No meu aniversário de 8 anos, eu ganhei roupas, perfumes, e mais outras coisas inúteis. O único presente que valeu a pena foi uma boneca, a Skipper. Foi um presente tão bom, que eu só lembro dele, não faço nem idéia de quem deu. Se hoje eu ganhasse roupas, perfumes e uma Skipper, provavelmente doaria a Skipper. Mas uma criança de oito anos não dá a mínima para roupas e perfume. A Skipper elevaria meu status social, na escola e no prédio, que, naquela época, era medido pela boneca que se tinha.
Nossa, eu adorava aquela boneca. Ela era a irmã mais nova da Barbie que, alguns anos antes, era feinha, feinha, mas, com a compra dos direitos da Barbie pela Mattel, foi relançada numa versão californian girl, linda. Ela usava um biquíni laranja, com óculos e pulseiras combinando. Era totalmente a sensação do momento. Minha Barbie bailarina, que até então era preferida, ficou jogada numa caixa. O Max Steel do meu irmão tinha outra namorada.
Então, chegou o dia. Todas as meninas da escola levariam sua barbie (no caso, minha Skipper). Seria a versão pré-escola do "Hot or Not", do filme Sidney White. A adorada boneca de biquíni laranja seria posta à prova. E eu sabia, simplesmente sabia, que a minha boneca não ia mais ser a empregada. Seria o auge da minha popularidade.
Bom, eu não lembro deste dia. Provavelmente eu fui a filha ou a irmã da menina mais pop. Ok, não é o máximo que se pode alcançar, mas foi um avanço e tanto. Quem sabe eu não criava coragem e dava um golpe, agora que tinha muito mais poder em minhas mãos.
Mas é o que dizem, alegria de pobre dura pouco. Quando eu cheguei em casa, vi que tinha esquecido a boneca. Mas não tinha problema. Meu colégio era muito organizado e tudo ia para o Achados e Perdidos. O pior que podia acontecer era a boneca ficar meio descabelada. Ou assim eu pensava.
Quando eu fui lá pegar minha boneca, com a minha bff, eu só disse: "Tia, ontem eu esqueci minha barbie em baixo da carteira, vim buscar hoje".
Aí a tia que cuidava do Achados e Perdidos, uma negrona, fortona, toda ona (nem idéia de como eu lembro, acho que eu era frequentadora assídua do lugar) falou pra mim:
"Uma com biquíni laranja?"
"É!"
"Com umas pulseirinhas?"
"Essa mesma!"
"Com um óculos de sol?"
"A própria!"
"Ah, uma menina da primeira série passou aqui faz um tempinho e pegou. Ela descreveu direitinho, e tal."
Aí bateu o desespero. Quem tinha roubado minha boneca?! Só podia ter sido alguém que brincou com a gente, e ficou com inveja. Ai, se eu pego. Mas eu falei que meu colégio era organizado, e era mesmo. A tia do Achados e Perdidos viu meu desespero e falou:
"Olha, se a boneca era sua mesmo, vai lá e fala com a menina. Tá aqui o nome dela, ó", e ela mostrou a assinatura da bandida, porque, sendo meu colégio muito organizado, ninguém podia pegar nada do Achados e Perdidos sem assinar uma lista.
Fui atrás dela. No começo, ela negou. Depois, assumiu, disse que trazia no dia seguinte. No dia seguinte, falou que tinha esquecido, mas colocava hoje na mala, sem falta. E fez isso por mais um bom tempo. Nos meus ingênuos recém-adquiridos oito anos, não quis envolver pais ou professores. Mas eu faço aniversário no fim de outubro, e o ano estava acabando e nada da menina trazer a boneca. No último dia de aula, fui procurá-la, ela fugia. Pensei "Ah, ano que vem ela não escapa."
Mudei de escola, nunca mais vi a cleptomaníaca mirim. Descobri como Pollis e suas roupas de plástico eram bacaninhas. Mas nunca superei de verdade a perda da boneca que foi minha por menos de uma semana.
Se você estiver lendo isto, e perceber que foi você que roubou minha boneca, e ainda a possui, mas quer devolver, favor entrar em contato.
Me faria uma pessoa muito mais completa.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Férias, caderno, conselhos, só.

Bem, antes de tudo, perdoem o abandono. Eu estava de férias. Fui para a praia e, apesar do frio, estava ótimo. Já nem pareço (tanto) uma vampira. O sol neblinado, os diversos sucos de morango e as meninas que amam o mar colaboraram para isto.
Pois bem. Estou de volta. Já desfiz a mala, liguei para umas pessoas, vi outras, briguei com mais algumas, chequei scraps (zero), mandei scraps (três), me irritei com o provedor. Ah, enfim a normalidade da cidade. Vamos logo ao que interessa.
-
Hoje foi (mais) um dia de faxina aqui em casa. E minha irmã, mexendo em seu armário de coisas perdidas, achou meu caderno de bobagens do primeiro colegial. Já falei algumas vezes, mas retomo para os desavisados não se perderem completamente. O meu primeiro colegial foi a minha maior época de drama queen. Paixões, brigas, amizades, tudo era mais intenso, desesperado e passageiro. E tudo isto está retratado neste caderno que começa logo com a frase "espero não abandonar mais este projeto" e que, sete páginas depois, termina com um "aposentado por tempo indefinido". Nisto, se passa menos de um mês. Pra você ver que constância.
Dele, tiro conselhos que são mais para mim do que para qualquer outro, mas sintam-se livres para fazer o que bem entenderem, lerem, não lerem, pensarem, me chamarem de idiota, visto que meu cérebro já está sob efeito da uma da manhã.
Conselho Um. Não escreva sobre a sua vida. Dois anos depois, você lê o que escreveu e quer se matar. Paixões que não duravam um parágrafo. Brigas que acabavam e recomeçavam, e acabavam. Amizades eternas até que acabe a escola. É quando você percebe o quanto você desperdiçava.
Conselho Dois. Tá, nem tudo era lixo, algumas coisas são guardáveis. Um texto bonitinho sobre abandono me chamou a atenção. Basicamente, falava sobre nos compromissarmos mais com as coisas, não abandonarmos nossos projetos, não desistir. Falava exatamente sobre o que eu não deveria ter feito com meu caderno. Quem sabe. Talvez se eu tivesse continuado a escrever, eu entenderia como meu primeiro colegial terminou daquele jeito. Talvez eu pudesse ver como tudo que eu dizia ser necessário, absolutamente necessário, foi substituído por alguém que, naquela época, não teve sequer uma citação e que, agora, eu já nem lembro por que era tão necessário. Quem sabe.
Conselho Três. Os mais velhos sempre falam de olhar como era sua vida há dez, vinte anos. Bem, não precisamos de tudo isto. Basta olhar três anos para trás.

Tá, cansei. Tenho uns dois textos a serem divulgados, que espero que saiam melhores que este, aguardem. Vou queimar meu caderno.
Beijos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Garoto Sério

Na quinta série, ele tinha o coração de todas as meninas em sua mão. Já naquela época, tinha uma técnica, que não mudava nunca e funcionava sempre. Primeiro, se fazia de bobo, falava para a menina escolhida que estava apaixonado por Fulana, que precisava de dicas. Contava sua história inteira para a ouvinte, tola, achar que era a melhor amiga, a especial. Em cada conversa, ele ia fazendo a menina cair, até que, quando ela percebesse, já era tarde demais, era só mais uma. Também por isso, era o cara que todos os meninos da sala tentavam copiar. As roupas, os gestos, o jeito eram observados e adotados. Ele era o significado da palavra "descolado". Estava, assim, sempre cercado por wannabes e tietes.
Por dois anos.
Na sétima série, a classe foi dividida, as meninas ficaram (um pouco) mais espertas e apareceram outros aspirantes ao cargo de dono da bola. Veja bem. Ele não jogava futebol, já tinha decepcionado boa parte das garotas, substituído a maioria dos seus seguidores. Pela primeira vez, ele poderia estar sozinho. Mas não. Um grupo de menininhas bonitinhas criou um grupo e o escolheram para ser 'o' cara. Quem iria contradizê-las? Ainda que tivesse que dividir seu reinado, por assim dizer, ele não perdera toda a majestade. É verdade. Sua técnica já estava meio gasta, seu estilo já estava meio pra trás. Mas a falta de opções o ajudava.
No fim da oitava série, ele traiu seu melhor amigo. E fez parecer que a culpa era da menina.
No começo do primeiro colegial, apareceu um menino que o superava em tudo. Mais bonito, mais simpático, mais real.
No segundo colegial, todas as meninas que ficariam com ele já o tinham feito. Ele era rodado. Sua técnica já era conhecida, e ridicularizada.
No terceiro colegial, ele não foi escolhido para representante de sala, nem para orador, nem pra nada.
Na formatura, ele fez um discurso surpresa, e o combinado era vaiá-lo.
Depois da formatura, ele traiu seu melhor amigo, de novo. Desta vez,a culpa foi do próprio amigo.
Então, ele entrou na faculdade. Fez uma tatuagem, raspou o cabelo, adquiriu uma postura de menino sofrido. Fuma para parecer descolado, bebe para fingir que esquece, procura novos seguidores, engana outras meninas. De vez em quando, joga Mario e avalia suas cartas de Magic escondido.
Um garoto sério, muito sério.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Melhor Padaria do Mundo

Uma portinha, espremida entre uma loja de yakissoba e uma de roupas para crianças, na Rua dos Estudantes, no melhor estilo mangá. Você olha de fora, e não percebe nada demais. Até que, na hora da fome, você vê uns pãezinhos simpáticos e resolve entrar. Pronto, está conquistado.
Desde o estilo 'casinha', até os docinhos que parecem ter sido feitos justamente para você, tudo encanta. A bandeija convidativa, que praticamente pede "pega aquele lá, ó!", é a única coisa que pode ser um inconveniente. A gente sempre acaba pegando mais coisas do que deveria. Acreditem, é irresistível.
Se quiserem uma indicação, eu gosto do muffin de chocolate, e morro de vontade de comer uma torre de morango com chocolate.
E essa é mais uma dica da Marina(:


Thks, love, por ter ido comigo.


(O blog tá ficando meio chatinho, eu sei, deixa só eu inventar umas historinhas novas, tá? Mal aí.=P)

terça-feira, 30 de junho de 2009

O amor é engraçado. A gente fica louca atrás dele, não para de se questionar porque ele não chega, e, quando estamos prestes a desistir, ele aparece, esbaforido, falando "oi, tô atrasado?" (ele sabe que sim, mas também sabe que independente da hora que ele chegar, ficaremos felizes, então ele aproveita).
No começo, a gente até suspeita. E se não for amor, e se acabar, e se eu estiver me enganando? A gente tenta não se contagiar muito. Ligo, não ligo, só uma vez, então. Fazemos de conta que não estamos nem aí. Mas quando vai ver, já foi. Você liga pra ele cinco vezes por dia, só usa as roupas que ele gosta, faz questão de ir naquele restaurante que ele prefere. Vocês marcam de se encontrar às 8, mas às 6 você já começa a se arrumar. Às 7, bate a dúvida. Será que marquei a hora certa, será que ele vem? Então, às 8 e quinze ele chega e você se desmancha.
Mas esta fase do amor também passa. As dúvidas constantes (mas não todas) dão lugar àlgumas certezas. Você sabe que ele vem. Você sabe de que roupa ele gosta. Você já o conhece tão bem. Se antes você assistia comédias românticas se perguntando "qual é meu problema, por que só eu não acho ninguém?!", agora você vê a personagem principal e pensa, com aquele ar blasè "tsc,é óbvio que ele vai embora, ela tá fazendo tudo errado."
E ele copia a lição pra você e te segura no colo quando você quer chorar. Ele te faz rir, e diz que te ama. E é ele. O amor. Irritante, impossível, amor.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fim-de-semana Junino

Acabei de ler um livro, recheei um bolo, assisti um filme em preto-e-branco, vi alguns de meus amigos e fiquei com ele.
É,o fim-de-semana teve saldo positivo.


Retificação: queria me desculpar pelo último post. Repensei, e não achei correto. Deve ser um saco estudar anos, trabalhar em estágios que sabem lá Deus como são, e, no fim, ver seu diploma valendo nada. Confesso que foi para agredir uma ou outra pessoa. Gosto de (alguns) jornalistas, ainda que ainda ache que o que os fez bons não foi a faculdade. Mas. É, tchau, não gosto de retificações.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Jornalista em potencial

Eu sou uma jornalista em potencial. Domino, ainda que parcialmente, a norma culta, sei falar sobre alguns assuntos, ainda que precariamente, e, bom, acredito que isto basta.
Bom, prestem atenção. Não disse que sou uma boa jornalista em potencial. Para ser um bom jornalista é, de fato, necessário mais que saber falar palavras difíceis e conhecer superficialmente qualquer assunto. Para isto, existem instrumentos como o google, o yahoo, o dicionário.
Um bom jornalista deve fazer parte do seu texto. Deve colocar sua opinião, de maneira extremamente discreta, e, assim, conduzir o leitor. Um bom jornalista é aquele que nos faz pensar e repensar sobre os nossos pontos de vista.
E isto, meus caros, nenhuma faculdade ensina. Não importa se você fez USP, Cásper, ou Uninove, se você não é capaz de transmitir sua mensagem. Pior ainda, se você não tem mensagem a transmitir. A faculdade é só mais uma etapa. Ninguém lê a reportagem de fulano porque ele é graduado. É preciso entreter, prender. Sim, é quase como escrever uma redação para um vestibular. A única diferença é que, enquanto no vestibular, cinco corretores lêem o que você escreve, quando se é jornalista, milhares o fazem.
Confesso, eu mesma desisti. Até o primeiro colegial, quando os sonhos eram grandes, eu queria ser jornalista, cobrir grandes guerras, mudar as cabeças. Eu acreditava que uma boa Usp me ofereceria isto. Mas não vai. Alguns amigos, professores, minha vó, minha tia e meio mundo ainda acham que eu estou fazendo bobagem. Mas meus argumentos são válidos.
A cada ano, cerca de oitenta alunos se formam na Usp. O número cresce exponencialmente se considerarmos faculdades consagradas, como Puc, Cásper. Se todos estes fossem para guerra... Bom, eu não tenho certeza do que aconteceria. Mas eles não vão pra guerra. Alguns, acabam fazendo outra faculdade. Outros, vão pra revistas de tricô. E há sempre os analistas de sistemas. Ou seja. Uma minoria consegue falar de futebol, de moda, de economia, de guerra. E apesar de eu adorar uma fofoca, eu detestaria ser o obrigada a cobrir a corrida matinal de Siclana.
É por isto, mudei meus planos. Vou viajar, conhecer Milão, Madrid, Barcelona, Ibiza, Lisboa, Porto, Paris, Londres, Atenas, Berlim, Mônaco, Moscou, Nova York, Flórida, Toronto, Sidney, Tóquio, Buenos Aires, a Cidade do Cabo, Dubai, o Afeganistão.
E aí, sem faculdade nenhuma mesmo, volto para contar o que vi.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Você não devia sair por aí, dando flores e levando corações. Isto é muito errado. Não me ligue à tarde para dizer que está com saudade, porque isto está me viciando. Não me faça rir com piadinhas bobas, quero ser uma pessoa séria agora. Pare de ser tão irritante, sempre fazendo exatamente o que eu imaginava. Saia da minha cabeça, saia já! Olha, com este seu jeito eu fico tonta. Vá.
Ou esqueça. Eu nunca deixaria você ir mesmo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Utopia

Churrascos à beira da piscina. Amigos rindo muito. Uma garrafa gelada de Coca. Um solzão. Ele do meu lado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O Homem que Não Vai Morrer, Nunca

Se ele não chamasse, ninguém perceberia que ele estava lá. "Meu anjo", era o que ele costumava dizer. Fedido, feio, banguela, era a própria representação do que a gente não quer ser. Sempre, sempre chapadão, pedia quando estava com fome, pedia quando estava com frio. Era a pura liberdade. Fazia o que bem entendesse, sem se preocupar com olhares alheios, comentários maldosos, nada. Ninguém mandava nele.
Teve uma época que o tiraram de lá. O povo estranhou, era como se uma parte da rua estivesse faltando. Mas quando todo mundo estava se acostumando, ele voltou. Com o seu sorriso simpático e cheiro insuportável. "Meu anjo, eu tô com fome, meu anjo."
Algumas vezes, uns amigos vinham visitar. Ali, na calçada mesmo, eles faziam a sua festa. Por que não, não é mesmo? Ali era a casa dele. Mais que isto, desconfio que ali era o Reino dele. Ele era o Dono da Rua.
Hoje mesmo, uns amigos dele vieram, estavam vendendo biscoito. Um deles falou para ele comer. "Se você não comer, você vai morrer". "Eu não vou morrer, nunca", ele respondeu, com uma garrafinha de pinga na mão. O outro já ia retrucar, mas percebeu que não ia adiantar. Ele realmente nunca vai morrer.
"Ah, meu anjo, me dá um cigarro? Eu quero fumar, meu anjo"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma questão de arrozes.

Hoje, lavei louça, arrumei camas, sequei a louça, guardei a louça, e discuti com meu pai se seria melhor comprar sopa ou fazer arroz (eu queria sopa, ele, arroz). Pois bem, ele venceu. Convenci-me a fazer o arroz (como se pudesse ser diferente) e ainda mandei meu irmão ir correndo até o mercado comprar o bendito, ou maldito?, arroz, e aproveitar e comprar um pouco de molho de tomate. Agora, estou esperando ele chegar.
É meio estranho, porque nunca fiz isso. Eu acordava, tomava café-da-manhã, saía correndo, e quando chegava, mais tarde, meu almoço já estava no microondas (grande invenção, esta). Agora, quando eu chego, só encontro a louça, não apenas a minha, como a de toda família.
Pareço uma patricinha, né? Bom. Experimente lavar dez pratos, cinco canecas, sete facas,três colheres e dois garfos. Sem falar nos vinte cobertores a serem dobrados, cem metros quadrados a serem limpos, ene kilos de roupas a serem penduradas. Só de pensar, já me canso. Verdade, eu queria ser uma perfeita dona-de-casa, mas acho que eu não recebi o "dom". Ok, sem eufemismos. Sou um desastre. Quebro copos, ao invés de lavá-los, esqueço o bife no fogão, mal sei aquecer água. E agora, da água para o vinho, me pedem para estimar quanto de água eu ponho para o arroz ficar no ponto certo.
Volume de um corpo? Ok. Quanto dura um batom? Moleza. São coisas fáceis de se estimar. Mas o arroz. Ah, o arroz é tão abstrato. A mesma medida de água e arroz? E se virar papa? E se ficar duro? Não é como macarrão, que um bom molho resolve. Muito menos como bolo, que qualquer cobertura ajeita. É, odeio arroz, a partir de agora. Por que simplesmente não tomamos sopa?

domingo, 14 de junho de 2009

Dois assuntos disfarçados de um assunto só.

Existem dez mil tipos de perfeição. Cada um inventa o seu. Eu vou restringir os meus para 2. Porque dois é número místico, que representa... Ok, porque dois é um número pequeno.
Há primeiro a perfeição chata. Aquela que ninguém gosta. Sabe, aquelas pessoas que fazem tudo certo, que são exatamente tudo aquilo que tentamos ser e não conseguimos? É destas mesmo que eu estou falando. Extremamente irritantes. Sempre certas, sempre corretas e, pior, muitas vezes legais, daquele jeito "por que você me odeia? eu te adoro!"... ARGH! Você sempre desconfia, não é possível, ela tem que ter um defeito. Aí você procura, feito uma louca. Ah, já sei! Ela tem celulite, ela tem uma espinha, a risada dela é zoada, ela não conhece aquela piada que eu contei e todo mundo riu. Haha, descobri seus defeitos,vou te destruir, você pensa consigo mesma. Aí você fala disto pra todo mundo e, tchans, pega a maior fama de fofoqueira. Ela é perfeita, meu bem, desista. Acho que ela tem poderes psiquicos. É, ela deve ser um pokemón disfarçado. Ah, deixa pra lá, vamos para a próxima.
Bom, a perfeição disfarçada. Aquela que, se você não reparar bem, passa batido. Esta é Bem melhor do que a primeira. Ela não é que nem a outra, que chega causando, dando vontade de espirrar. Ela é bem sutil, você tem que procurar bem. Sabe,você primeiro vê celulites, e espinhas, e risadas engraçadas, e piadas no sense. Aí você acha cômico. Como alguém pode ser tão bizarro, né? Mas, bom, as pessoas mais bizarras são as mais bacanas (desculpa pela gíria vovó) de se conversar. E vocês conversam. E, de repente,você sente alguma coisa estranha. Dá uma mexidinha no nariz, mas, não, não tem vontade nenhuma de espirrar. Aí você fala tudo o que você pensa sobre a Perfeita e ele não te chama de fofoqueira. Ele ri. Ah, deus, ele riu. A risada dele é tão fofinha. Parece o Pateta! E aí você também ri, e emenda um "até que ela não é tão ruim assim". Ele olha pra você, e você pra ele. E você sabe. Simplesmente sabe. Ele não é um pokemón. Ele não é um deus grego. Ele odeia o que você gosta, e ama o que você não suporta. Ele ri de você, e você tem vontade de matar, mas de um jeito bom. Confuso, eu sei. Mas é. Você não escolhe. Quando esta perfeição chega, você nem percebe. Mas quando vai ver, não sabe viver sem.

É, amor,você é perfeito. Por mais chato que isto seja.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

12 de junho.

Treze rosas vermelhas, Audrey Hepburn, aquele perfume característico, um sorriso, mil beijos. Cadeiras confortáveis, um cinema novo, um piano, o restaurante de sempre, bolo de chocolate.
E você ainda tenta me dizer que não quer que eu te chame de perfeito? Faz-me rir, meu lindo.

"I don't see what anyone can see, in anyone else, but you."- Juno's soundtrack

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Advérbios.

O Sempre não existe, o Nunca é facilmente contestado, o Às vezes é inadmissível.
O Sim só traz problemas, o Não magoa, o Talvez dá raiva.
Ontem já foi, Hoje é chato, Amanhã nunca chega.
Aqui não é bom, Ali não dá pra chegar.
Rápido, devagar, agora, jamais, mais, menos, mais ou menos, muito, pouco, bem, mal, já, algures, alhures, tampouco, quiçá.
Certamente, eternamente, displicente.
Odeio advérbios.

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"O amor, quando se revela...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar
..." - Fernando Pessoa

terça-feira, 9 de junho de 2009

(Sem título)

Ok, desencanei da idéia de pôr textinhos. Muito clichê, muito breguinha. Ah, mas até que era bonitinho.

Bom. Vou falar da minha vida, então.
Tenho um pai, uma mãe, um irmão, uma irmã e um namorado. Tenho aproximadamente vinte amigos, mais pra menos que pra mais, e a estes devo tudo. O resto é resto, como dizem nas quebradas. Gosto de comer, principalmente queijo, frango e chocolate. Mas não tudo junto, óbvio. Prefiro matemática, mas tenho que aprender tudo para passar no melodrama do vestibular. Quero ir para a Europa, conhecer o Louvre, a Torre Eiffel, o Big Ben, o Coliseu, as gôndolas venezianas, e a Topshop. (Eu sei, amor, você conhece tudo isto). Eu ia falar 'meu sonho é', mas ainda não decidi qual é o meu sonho. Ah é, eu quero ser capa da Capricho e virar uma ídola teen. Bom, engenheiros não são ídolos teens, porque essa juventude não sabe de nada. Então, é, não serei ídola teen. Mas quem sabe eu escrevo um livro e o autor principal do filme inspirado do meu livro aparece na capa da Atrevida. Nunca se sabe.
A propósito, desculpem a enrolation.
Beijos.

Hoje é aniversário do Ivan(:
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Só um pedacinho ou, bem, um pedação, que eu não resisto a Vinícius. Não leiam se acharem chato demais. Deixa passar o dia 12 que eu volto ao semi-normal, tá?

"Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor. Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor. Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor. É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor." - Vinícius de Moraes

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Plágio

Pelo dia 12, vou pegar uns textos que acho bonitinho e dispensam mais explicações, além da minha falta de inspiração.


"Você ama, mas...
Não é o tempo inteiro que você ama quem você ama. Há intervalos, pausas, preguiças. Às vezes você passa um tempo sem amar quem você ama. Mas basta um perigo, ma doença, um assédio para você despertar para o seu amor, como de uma cochilada.
Nada a ver com desinteresse. Às vezes quem você ama faz alguma coisa que não é legal, que mexe com você, como uma palavra no tom errado, mas é coisa pequena, não vale a pena cobrar. Fica aquela preguiça, corpo mole. Beija, mas não é aquele beijo.
Outras vezes você acha que o seu amor falhou com você. Ou porque se esqueceu do seu aniversário, ou porque não ligou o dia inteiro, ou porque ligou o dia inteiro, ou porque passa tempo demais na internet, ou com fones de ouvido, desligado de você. Então você se permite um tempo para descansar um pouco do seu amor. Acha que esá dando mais do que recebendo, e com isso tem deixado de fazer coisas, suas coisas. Aproveita o tempo para responder e-mails acumulados, enviar fotos que ficou devendo, lavar o carro, copiar a chave perdida, levar o cão para um banho e tosa, pagar uma visita, levar aquele sapato para o conserto, talvez pedalar no parque. É gostoso esse tempo em que você não ama quem você ama, é quase como um fim de semana prolongado, sem viajar.
Tem horas em que você não se lembra de que está amando quem você ama, com tanta coisa para fazer disputando espaço na sua cabeça: trabalho, vestibular, currículo, entrevista, negócio, mãe, prestação vencida, filho, escola, compromissos, trânsito - e se distrai. Nessas horas, você não está amando quem você ama. Não são falhas, são intervalos.
Chega um dia em que você precisa receber mais atenção de quem você ama, está carente, hipersensível, e não recebe. Em reposta, você dá uma recuada. Ou tem dia em que você está muito a fim e não coincide, e aí você recolhe a mão curiosa. Ou quer carinho e a mão não chega. Você vai pra dentro da sua concha e deixa de amar quem você ama por um tempo variável de minutos a dias.
Pode acontecer uma vacilada. Não é que você não esteja mais amando quem você ama, é só um vacilo. Por exemplo, encontra casualmente uma paquera dos tempos da faculdade, ou uma paixão do colégio, aquela coisa que não chegou a ser, e alonga a conversa, fica testando se a outra parte desencanou total como você ou se guardou alguma coisa, é mais vaidade do que curiosidade, você fica tentando captar algum sinal, nem sabe se teria coragem, e nada acontece, e se despedem, e vcê passa uns dias com aquela imagem voltando... - e nos momentos dessa inquietação nostálgica você não está se lembrando de que ama mesmo é quem você ama.
Chuva, quando se está só, também deixa a gente precisando. Em caso de viagem, chega a doer, e você percebe que é saudade de abraço, da coisa física que é o abraço, impessoal de tão abraço. Nesse momento animal, você nem esá amando quem você ama, aquela coisa é só você, solidão.
É exaustivo manter a corda do amor esticada o tempo todo, e você descansa o braço para relaxar. Não é desamor, é uma pausa para beber água - mas já pensou se aquela bandida ou aquele bandido passa numa hora frágil dessas? São coisas que acontecem ao longo de um amor, e o momento passa sem bandidos, que apenas riscam a paisagem e somem como pássaros.
Quando você dorme, você não ama. É o melhor descanso. E quando sonha, então? Pode até permitir carícias de fantasmas, mas não é você que está ali, é tudo uma fantasia da qual quem ama retorna sem culpa.
Não é sempre que você ama quem você ama, mas, quando se dá conta, já passou uma vida inteira amando quem você ama." - Ivan Angelo

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ai dele!

Eu odeio quem finge falar de amigos, conhecidos, e, na verdade, está falando de si mesmo. Mas o caso é que eu queria falar de um assunto que tem tudoaver com essa minha amiga.
Ela é ciumenta. Muito. E também é orgulhosa demais para admitir. Ela pode fazer escândalos, chorar, pagar meeegas micos, mas assumir? Jamais!
Mas tudo bem. Ela não está sozinha. Toda mulher é. Fato. Ou então é mentirosa. Acontece que a minha amiga odeia isso. Ela não é muito fã de ser que nem as outras, sabe? E se ela detesta alguma coisa, é sentir ciúmes. Ela sabe que o ciúmes é sem noção, e tal, mas ela não consegue evitar.
Ela tenta, veja bem, tenta muito, mas é só ver o namorado dela dando risada com outra pessoa, ou a amiga contando um supersegredo para outra que a luzinha já começa a piscar. É um saco, ela diz. E o pior é quando ela se segura. Aí vem alguém e fala "como você deixa...?" Aai, que irritante. Tinha até esquecido o alarme-ciúmes, parecia que ele estava desligado e, pronto, foi lá alguém e ligou.
Ah, e quando ela era uma pessoa de quedinhas, então. Ela achava o menino bonitinho. Aí chegava uma bonitona. Pronto, ela já queria matar! Sem ter falado, fa-la-do, com o menino. Tempos de crise.
Mas não tem problema. Esta fase já passou,minha amiga tem um namorado superfofo, que ela ama e sabe que ele é a pessoa mais confiável do mundo. Mas ai dele se ele sair sozinho com ela, ai dele!

Ah, e a propósito, não vou falar quem ela é. Esqueçam!

sábado, 30 de maio de 2009

Ex-Post

Eu to indo na livraria, não vai dar tempo de escrever(:

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ah, elas.

Sempre falo de risos, choros e saudades, então hoje eu posso estar sendo um pouco repetitiva. Mas é imprenscindível.
Porque uma pessoa que eu gosto muito vai embora. Não para sempre. A gente ainda vai se ver por aí, mas é meio estranho. Eu estava tão acostumada a vê-la de segunda à sexta, com exceção das férias, que achei que ela não ia embora nunca. Mas amanhã ela vai. Vai construir a vida dela, tentar se arranjar para ir morar no Piauí. E o pior é que não faz nem meio ano que a outra pessoa que eu gostava muito também foi. Eu vou sentir muitas saudades. Das duas.
É meio engraçado. Eu sempre estive acostumada, sabe? Ouvia histórias dos meus amigos que reclamavam da comida de uma, que falavam que a outra era doida, que diziam que ela era nojenta. Eu nunca tive nenhum destes problemas. As duas faziam comidas deliciosas, já estou acostumada com a loucura Hellmeister, que é difícil superar, e elas definitivamente Não eram nojentas. Eram lindas.
Lembro de quando eu era pequenininha e ela me fazia dormir à tarde, nossa, eu odiava. A outra me levava para brincar no parquinho e ria porque eu ficava fugindo de cachorros. Um dia, a gente estava assistindo televisão e estava passando uma reportagem sobre babás que batiam nas crianças. Aí elas me disseram que eu era sortuda, porque elas nunca me batiam. Ah, eu era sortuda mesmo. A maioria das pessoas não entendem. Mas sei lá, quando a gente para pra pensar até que não é difícil. Elas sempre estiveram aqui. Me fazendo parar de comer chocolate e comer feijão, me mandando estudar, ouvindo minhas histórias sem noção.
Por tudo, eu quero que elas sejam muito felizes. Aonde quer que vão.
Porque eu vou sentir muitas saudades.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Velhos Hábitos.

Voltei a ler Antonio Prata. É, realmente gosto do estilo do cara. Mas já falei disso no outro blog (se tiverem interesse, está no "ode a antonio prata"). Agora, dá licença que vou falar dos meus velhos hábitos, tá?
Bom. Ler o blog do Antonio Prata me fazia rir, sentir raiva, ter invejinha, pensar ou só querer saber escrever. Aí ele foi pro Estadão. Nada de textos à la Capricho, que sempre pareciam ter sido escritos para mim (óbvio, eu fazia parte do público-alvo), agora ele falava de assuntos adultos e, bem, vocês sabem como eu me sinto em relação aos adultos, eles sempre serão o Mal, a URSS dos meus EUA, a Palestina da minha nação israelita. É, eu fiquei mesmo inconformada. Mas hoje eu dei uma passadinha lá, no blog (que agora está na página do Estadão, só pra vocês verem como está a situação) e, omg!, ele falava de viagens, de carecas bigodudos, de coisas que me faziam rir, sentir raiva, ter invejinha, pensar e querer escrever. Agora ele tem críticos mais ferozes, é verdade, que ficam nervosinhos ao som da palavra bich* (não queremos irritadinhos por aqui), que esperam que um cronista tenha a solução para todos os problemas do mundo, que adoram procurar pelos em ovos, um público bem chato. Mas, ainda assim, ele manteve o jeito Antonio Prata dele.
O que me faz voltar ao tema e título 'velhos hábitos'. Quantas coisas eu não deixei de fazer desde que mudei meu enfoque? Digo, antes do drama Terceiro Colegial e O Que Queremos Ser, minha sobremesa preferida era brigadeiro, eu me recusava a comer feijão e completar um quadradinho de AD, TM ou, principalmente, TC (aula dada, tarefa mínima e tarefa complementar, respectivamente), era impensável. Agora, eu como salada de frutas, acho feijão gostosinho e meu humor se baseia em quantos quadradinhos faltam.
Nada de idas à padaria no meio da tarde, shopping depois da aula no meio da semana, só se eu estiver doida, e mesmo as sextas-feiras, sagradas sextas-feiras, ficaram meio abandonadas. Mas é o que dizem. Velhos hábitos não mudam. Alguns se adaptam. Hoje mesmo, vou comer um brigadeiro. Ah, e vou completar uns quadradinhos.

Ah, mais uma coisa.Salada de frutas é muito bom!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fofinha?

"É pra fofinha aqui fora."
Com uma frase, o cara causou uma polêmica de um tamanho que ele nem imagina. Ela brigou, falou que ia processar, contou pra todo mundo. E o cara ainda disse: "Quem não gosta de ser chamado de fofinha?"
Eu não. Nem ela. Nem ninguém. Em suma, chamar alguém de Fofinha NÃO é legal.
Por favor. Sem apelidos, tá. Principalmente Fofinha.
Nós odiamos ser fofinhas. É, no máximo, uma metonímia podre.



Ah, deixa eu contar uma frase que eu achei muito engraçada e já contei pra todo mundo, e eu estou retardada agora, então, se vocês quiserem gastar o tempo com alguma coisa melhor, vão para o wolframalpha. Se não, aí vai:
"Homem é que nem menstruação. Quando chega, incomoda, quando atrasa, preocupa."

Haha, beijos, amigos;

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Valeu a Pena?

Mote: Mar Português, F. Pessoa.

Você riu, você chorou. Você falou que tudo podia acabar, e você fez de tudo para isto não acontecer. Você disse que ia embora, e não foi. Você fez o que não queria e deixou de fazer o que mais queria. Você viu pessoas irem embora, e viu novas pessoas chegarem. Você falou com Deus e o mundo e não falou com ninguém. Você contou, você guardou pra si. Você segurou o choro e sorriu, fingindo que nada tinha acontecido. Você se preocupou à toa, você nem se preocupou. Você se arrependeu, pediu desculpas ou, o quê? Não fiz nada. Você conheceu lugares novos, e se cansou de ir para seu lugar preferido. Você fez promessas que não cumpriu, e até deixou umas pessoas tristes pelo caminho. Você acreditou que o mundo ia acabar, mas, depois de uma noite, você nem se lembrava mais por quê. Você pediu, rezou.
Então, valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Casa das Rosas

Hoje, eu te amo. Não que eu não te ame nos outros dias, não me entenda mal, mas, hoje, definitivamente, eu te amo. Você é mais do que você imagina. Você me faz sentir o que eu nem sabia que existia. Me faz ir do inferno ao céu em uma risada. Talvez a gente não dê certo; O tempo vai mesmo decidir. Mas, sabe, a gente dá certo. Muito certo. Por tudo, em tudo. A gente até pensa igual, olha só. Pontos de vista totalmente diferentes, mas pensamentos iguais. Totalmente sem nexo.
Te amo. Sempre.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Feminismo

fe.mi.nis.mo (lat femina+ismo) sm Sociol Movimento que tem por objetivo a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Só pra elas saberem.
Não tem nada a ver com comprar homens.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Coisas

Sinto muito se me expressei mal. Não era mesmo o que eu queria.
Mas, sabe, eu acabei de sair dessa fase "bad" aí que você tá louca pra viver agora. Já digo: sai dessa. É um saco. Desconfiar de todo mundo, mesmo dos que você mais ama, se achar um lixo, pra quê? Só vai afastar mais as pessoas. Eu quero muito você fora dessa.
As coisas nem sempre são fáceis, pra ninguém. Mas é assim que as coisas são. A gente tem que encarar. Tem que crescer. Tem que mudar. Nós duas precisamos.
Eu quero muito te ajudar e falar coisas legais. Mas também tá difícil aqui, sabe? Não sei direito o que fazer, o que falar. Tô vivendo.
Esse ano pode ser o pior ou o melhor. É você que decide. E eu decidi e tô indo. Se você for vir comigo, venha. Mas se não for, me deixa ir. Eu não quero mais te atrapalhar. Mesmo.
Prometi o prasempre pra você, e vou cumprir. Mas devagar. Porque é como as coisas são.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Conjunto vazio.

Hoje você me disse que nada parecia fazer sentido. Realmente, não faz. Tudo, ou melhor, nada do que fizemos foi feito por fazer sentido. Estar aqui, agora, tentando entender frentes frias não faz sentido. Acordar cedo todos os dias não faz sentido. Ser simpática é ridiculamente desnecessário. Mas, mesmo assim, continuamos. Talvez seja a esperança, talvez o medo, quem sabe. Só sabemos que continuamos. Talvez tudo se prove mesmo inútil, e acabaremos nos arrependendo. Ou então, vamos acabar conseguindo tudo o que sempre quisemos, e nos esqueceremos desses dias. Dias que não fazem sentido. Eu queria ter respostas, você sabe. Sempre quis ter todas as respotas. Exatamente por isso, sempre gostei de matemática. Sempre há respostas, mesmo que seja um conjunto vazio. Mas agora, não vejo resposta nenhuma. Talvez o esforço seja inútil, mas quem é que vai dizer? Nem eu, nem você, nem ninguém, terá respostas. Nunca.
Porque nada faz sentido.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Criança mimada aprende mais uma.

A lição de hoje é dizer não. Hoje, a criança mimada vai dizer não. Hoje ela não ficará triste com chantagens emocionais, ela não vai aceitar que lhe digam o que fazer, ela não vai levar desaforo para casa. Hoje, a criança não vai chorar no colinho da mamãe falando como tudo está difícil, ela não passará no vestibular, eles não me entendem, mãe! Hoje a criança não deixará que eles a manipulem. Hoje, agora, a criança mimada tá puta da vida.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Clara.

Para Clarinha.

Primeiro, ela fez como fazia com todos os outros. Me zoou, foi simpática, provavelmente disse que eu era grossa e ficou por isso mesmo. Ela na dela, eu na minha, cada uma com seu grupinho, nada demais.
Uns anos depois, eu fiquei amiga da amiga dela. Aí a coisa complicou. Ela falava que eu ia roubar a amiga dela, e que eu era chata, e, bom, eu não falo palavrão. E ela brigava comigo o tempo todo.
Mas como a vida é esquisita, do nada, a gente ficou amiga. Minto, foi numa viagem, a gente tem até uma música (Você abusou do meu amor e tá pedindo pra voltar, tralalá). Os grupinhos se dividiram, nós tivemos o nosso grupinho (ah, panelinhas adoráveis da escola).
Aí a gente brigou, falou mal dos outros, viajou juntas e tudo mais. Por uns bons dois anos, vivíamos brigando, desbrigando, etc etc. Quando ela pensou que ia se livrar de mim, fui pro mesmo caminho que o dela. E agora ela reclama comigo, ela me dá bronca, a gente se mata por toddinho.
Diz ela que vai pra outros lugares, viver novas vidas, mas eu não gosto muito disso não. Afinal, quem me liga pra falar com meus irmãos?
Corinthiana (Vai, curintia!), ídola de Chuck, top humanas. Essa é pra sempre, eu tenho certeza.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ilma Sra Hellmeister

Temo não poder atender ao seu pedido. Parece-me que a senhora já está virando uma adulta. Rabugenta, reclamona e impaciente. Favor entrar em contato com a central.
Atenciosamente,
Quem quer que seja.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Adultos.

Eles são complicados. Dificilmente você encontrará um confiável. Eles querem sempre estar acima dos outros, mas não têm certeza de onde querem chegar. Eles não ficam felizes com coisas simples, tampouco ficam tristes com qualquer coisa. Além disso, tanto a felicidade quanto a tristeza passa rápido demais para eles.
Adultos sonham com a aposentadoria e sentem falta de quando eram adolescentes. Se esquecem do quanto odiavam as espinhas, as emoções, os extremismos. Não percebem que odiarão sentir dores, não poder comer o que bem entenderem e não conseguir fazer tudo o que quiserem.
Se preocupam com rugas, calvice e gorduras, mas não se importam de ficar anos sem ver o melhor amigo, semanas sem jantar com a família, dias sem parar pra pensar se tudo está valendo a pena. Veem o email a cada minuto mas nunca param o que estão fazendo para olhar como o dia está bonito.
Reclamam do calor, da chuva, dos mais novos, dos mais velhos, do silêncio, do barulho, do trânsito, da falta, do excesso. Estão sempre tentando otimizar, melhorar o que não tem como ser melhor. Criam rotinas, planejam, tramam. Leem revista de fofocas para saber quem está na pior, leem o caderno de economia para zombar de quem investiu nas ações erradas.
Se contentam com pouco, não se contentam com nada. São um saco.
Eu prometo que não serei adulta nunca, jamais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bom

Só pra não deixar o tempo passar rápido demais.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu odeio comerciais de absorvente

Odeio comerciais de absorvente. Aquelas pessoas não são reais, aquele cenário não é real. O maior objetivo da propaganda nem é tanto vender o tal do proteção máxima, mas uma idéia de vida inatingível. Quisera eu comprar um pacotinho daqueles e conseguir a tão aclamada felicidade. Olha, já parece até que eu tô falando de drogas. Cadê meu cor-de-rosa, meu cenário colorido, minhas amigas inseparáveis?
Pois é.
Crescer assistindo filmes à la 'Quatro Amigas e um Jeans Viajante' não me fez nada bem. Agora, eu quero ser uma menina de comercial de absorvente. Eu quero viver num mundo de pessoas simpáticas, de espaços coloridos, de refrigerantes sem celulite.
Mas olha, não me entenda mal. Eu tenho uma vida boa. Um namorado perfeito, uma amiga bobinha, uma família que, do seu jeito, é a melhor. Mas é uma vida boa. Não de comercial de, bom, você sabe.

Realmente, odeio comerciais de absorvente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

The greatest thing you'll ever learn


Is just to love and be loved in return.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vou cortar meu cabelo.

Vai representar a minha grande mudança. Não sei direito quem eu vou ser, só sei que vou me transformar, e muito. Não tenho certeza de como vai ficar, mas imaginei alguma coisa curta, com franja. Se bem que muito curto não vai dar pra prender. Além do mais, meu cabelo é armado, tenho medo de não dar certo. Ahm que seja, tenho que ser menos medrosa. Até pintaria, mas isso eu tenho certeza que não vai dar certo. Só cortar, mesmo. É, vou ligar pra lá.


Ninguém atendeu, acho que nem abriram hoje.
Minha super transformação vai ter que esperar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

No fundo, no fundo,

eu queria não me importar com o que você se importa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Wish!

Eu quero ir onde ninguém mais foi. Quero fazer o que ninguém fez. Quero descobrir alguma coisa que realmente importe. Eu quero que as pessoas saibam quem eu sou e qual é a minha causa (apesar de eu mesma ainda não saber).
Eu quero rir até a barriga doer. Eu quero dançar feito uma louca e nem ligar. Eu quero ficar a tarde inteira vendo o tempo passar. Eu quero fazer uma festa e chamar os melhores. Eu quero encontrar as pessoas que eu mais sinto falta.
Eu quero pintar o cabelo de azul, as unhas de vermelho e fazer um piercing. Ou eu quero usar vestidinhos cor-de-rosa, fazer uma escova progressiva e pintar a unha de rosinha. Também posso querer fazer uns dreads e morar na praia.
Eu quero que você ria junto comigo e que a gente passe a tarde inteira conversando, e se beijando e sendo o que a gente tem que ser. Eu quero não precisar mais me preocupar com todas as bobagens que ficam inventando.
E eu quero vocês comigo, num dia de sol. Eu quero milhões de fotos, e quero que a semana demore pra acabar. Eu quero que a gente tenha histórias pra contar.
Eu quero tudo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hamdullilaz

Acorda às 10 pras seis, toma banho até às seis e 10. Demora vinte minutos para escolher uma roupa. Toma café até às seis e 45. Escova os dentes, pega a água e sai correndo atrasada atrás do irmão. Dez pras 7. Chega às 7 e cinco. Recupera o fôlego dá uma passadinha no banheiro pra ver se não está com cara de louca. Toma um golinho de água, e entra. Um beijo rápido, oi, tudo bem? O primeiro professor entra. Copia toda a lousa. Faz os exercícios. Pesa em fazer o resto em casa. Sai pro intervalo. 8 e 30. . 8 e 40. Segunda aula. Repetição da primeira. 10 e 10. 10 e 20. 11 e 50. Hora do almoço. Pega um salgado na pseudopadaria, um refrigerante na loja de doces, dá uma volta na esquina com as meninas de Humanas. 12 e 20. Última aula. A sala já parece menos fria. As piadas parecem estar piores. Ah, não vou fazer tudo isso em casa, não. O que será que tem pra comer em casa? M, me leva em casa hoje? 13 e 50. Preparação para começar tudo no dia de seguinte mais uma vez.
Não é ruim como achei que seria.

terça-feira, 31 de março de 2009

Espaço em branco

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. [Ponha aqui a sua reclamação de hoje.] .






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segunda-feira, 30 de março de 2009

Amor doentio

No dia 27 de março, umas 9, 10 horas da manhã, um menino se jogou do viaduto da cubatão que cruza a 23 de maio. Dizem que sua namorada havia acabado de terminar o namoro. Ele disse: Sem você, eu não vivo! E ela respondeu: É lógico que vive.
Mas ele realmente não vivia.
Tornara-se tão dependente dela que não saberia o que fazer. Quem iria segurar sua mão, garantindo que, ainda que a vida estivesse realmente difícil, tudo iria se resolver? O que ele faria quando a visse sorrindo para outro? Como lidaria com o fato de não mais poder saber no que ela estava pensando?
Ela, por outro lado, não aguentava mais. Com ele, tudo era cobranças, ciúmes, ele era tão possessivo. Se ela ria da piada boba de algum amigo, ele já queria saber o que estava acontecendo. Se alguma amiga vinha conversar em particular, ele já ficava achando que ela estava fazendo alguma coisa errada. No começo, eles realmente se davam bem. Ela achava lindo o jeito dele segurar sua mão, adorava como ele ligava todos os dias. Depois, foi percebendo que ele só queria prendê-la e se certificar que ela estava mesmo em casa.
E eles tentaram se entender. Brigavam direto, mas acreditavam que ainda dava jeito. Mas ela não aguentou. Ela achou que era fraqueza, mas era força. Não dava mais para fugir.
Quando acabou, acabou.

Eles nunca souberam que aquilo nunca foi amor. Foi posse.


It's good to know you'll always be there for me. Love you more than it's understandable. M.

domingo, 29 de março de 2009

Regras e exceções.

Assisti mais um filme mulherzinha, daqueles que, logo depois da primeira cena, você já sabe o que vai acontecer até o fim do filme. Meus amigos odeiam isso. Essa é parte que eu mais gosto. Você olha pra cara do mocinho e sabe que ele vai ferrar tudo, mas, no fim, como mágica, tudo vai se resolver, ele vai fazer uma coisa impossivelmente bonitinha, e você vai ficar sonhando com o dia que todas aquelas coisas vão acontecer com você.
As pessoas são bonitas, o cenário é colorido, a música faz com que você sinta vontade de, sei lá, ser feliz. Você sabe que aquilo não existe, mas você não desiste de querer.
O mais engraçado é que o filme é baseado num livro de auto-ajuda que tenta exatamente acabar com esses clichês. Num século em que a mulher sustenta a casa, mandam e desmandam, parece ridículo que ainda tenha gente que, como eu, prefira acreditar nessas bobagens a filosofar sobre a guerra em onde quer que seja.
É tudo tão irreal nesse tipo de filme. O cara que nunca quis casar percebe, conversando com seu amigo casado que está odiando seu casamento, que tudo o que ele precisa é daquela mulher e, se ela quer casar, então que seja. O cara que ficava correndo atrás da gostosona percebe que nunca daria certo e começa a sair com aquela outra que nunca conseguia um relacionamento. Ah, a máxima. O cara que sempre foi cético quanto a relacionamentos acaba se apaixonando pela mulher que sempre foi desesperada para achar um namorado, mas, ironia das ironias, deixa de ser tão desesperada por causa dele. Totalmente irreal.
Mas as meninas gritando e batendo palmas no fim do filme também era irreal. Não adianta, tem coisas que nunca vão mudar. Ainda que digam que não, todas têm o mesmo sonho.
Ninguém quer ser a regra. Todo mundo quer ser a exceção.

"You are an exception. You are my exception."

terça-feira, 24 de março de 2009

Sextas-feiras.

A minha vida aconteceu às sextas-feiras.
A primeira saída com os amigos, quando tudo parecia complicado demais. Meninos, amigas, escola. As brigas que pareciam ser eternas, as pessoas que eu jurei não esquecer, os sonhos que eu construía sem ter muita certeza. As tardes inteiras no shopping, ou na paulista, ou mesmo na escola. Eu lembro como odiavam os filmes que eu escolhia. Sempre uma comédia romântica previsível. Mas ninguém realmente se importava com o filme que estaria passando.
De vez em quando, tinham as festas. Nessas sextas, a gente só almoçava. Nossa, eu sempre acreditei que as festas eram mágicas. Boas ou ruins, sempre existia o ritualzinho. De certa forma, eu acreditava (e talvez ainda acredite) que um sapato e um vestido podem transformar qualquer menina.
Se alguma coisa tivesse que acontecer, seria numa sexta-feira. Um beijo, uma briga, uma história nova. Foi numa sexta-feira que eu fiquei amiga das raimundinhas, foi numa sexta-feira que eu caí de amores, foi numa sexta-feira que eu me levantei. Foi numa sexta-feira que eu descobri o quanto eu gostava dele.
Claro, também existiram as sextas-feiras tristes. Hoje eu rio das nossas discussões idiotas, e dos dias que eu desperdicei sendo boba, mas, naquele tempo, parecia fazer muito sentido. Nossa, quantas expectativas eu tinha. Contava os meses para os 'grandes eventos', que sempre tinham a ver com sextas-feiras.
A rotina era mais ou menos essa: aulas de Educação Física. Depois de oito anos, eu parei até de tentar enganar o professor. Aí a gente esperava. Uma hora pra resolver quem ia, quem não ia. Mais um pouco pra ver onde a gente ia. No fim, até que dava certo.
Perguntavam porque sexta-feira. Também nunca entendi, mas é uma coisa que dá certo até hoje. Se eu quiser marcar qualquer coisa, é melhor marcar sexta-feira.
Eu lembro da última oficial. Demais, até pra mim. A última sexta-feira em que a Bernardino de Campos ia ser o lugar pra gente se encontrar. Com uma roupa preta e uma faixa vermelha, a gente recebeu o papelzinho que simbolizaria o fim da Sexta-Feira. Mas a gente passou dessa fase. Ainda temos o metrô, a rua Estela, o piso Maestro Cardim.
Mas a verdade é que as sextas-feiras passaram rápido demais.

M, AC, A, S, K, J, JS, D, T, P, V, J', P', M', Thks for the fridays.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Carreira hipotética (Parte I)

Eu vou estudar oceanografia, morar na praia, vender coco e batatinha pra turista. Aí vai chegar aquela madame de nariz empinado e me reconhecer como a nerd da escola dela. Quando ela me perguntar como eu fui parar lá, o que eu estou fazendo, eu vou falar: Ah, aqui é o melhor lugar pra se ouvir o canto das baleias.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Privileged

Eu tenho um novo vício. Assisto um capítulo depois do outro. A mesma história bobinha: Moça pobre vai trabalhar com meninas ricas para adquirir experiência. Uma menina é malvada e esperta, a outra é boazinha, mas é bobinha. No fundo, a família inteira é frustrada pela morte da mãe das meninas. A moça pobre chama atenção do vizinho ricaço bonitão e do diretor gracinha, além de ser a paixão eterna e secreta de seu melhor amigo. Ela fica com o diretor que, obviamente, é um idiota. Ah, claro, ela sempre briga com sua irmã, que é uma boa pessoa, mas um tanto confusa, ou talvez a confusa seja ela. Acabei nesse capítulo e a droga da internet tá mais lerda do que nunca. Estou totalmente viciada. Droga.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Primeiras Melhores Amigas

Eram quatro:
A primeira eu conheci comprando lanche. Uma menina virou pra mim e disse: Olha, ele deve ser patricinha. Mas ela não era. Ok, era um pouco. Mas era tão legal com todo mundo que nem se percebia. Era um amor mesmo. A segunda eu conheci fazendo um trabalho. Ela não falava nada com ninguém, mas ela falou comigo. Sempre emo. A terceira eu não lembro como conheci. Também não lembro como deixei de conhecer. A quarta eu conheci por intermédio das outras. Essa sim era patricinha.
A primeira era, essencialmente, a mais racional. Não julgava, e sempre ouvia, a merda que fosse. Aí um dia ela mudou de escola. Se apaixonou pelo professor, vivia contando histórias tristes, que eu não conseguia entender direito. A gente prometeu que ia se falar sempre, e tudo mais. Mas essa história nunca dá realmente certo. Novos amigos, de ambos os lados, assuntos diferentes, vidas diferentes, enfim. A gente se via, de vez em quando, em festinhas (bem) ocasionais. Aí ela mudou de cidade. Não sei o que faz da vida.
A segunda era, definitivamente, a mais discreta. Não falava com meninos. Bom, não falava com ninguém, a princípio. Mas a coisa mudou, acredite. Ela entrou na faculdade. Virou pop. Bem que merecia, mesmo. Agora sim ela pôde conhecer gente do naipe dela. Comédias românticas, só comigo, mesmo. Enfim, conseguiu alguém pra discutir sobre coisas cult. Mudou tanto, tanto essa menina. Mas continua a mesma. Uma vez por semana ainda dá pra se ver. Afinal, a única que sobrou.
A terceira era, especialmente, uma irmã. De brigar, de falar bobagem, até de dormir em casa. Era tão revoltada, enquanto eu era tão passiva. Tinha tantas histórias, enquanto minha vida se resumia brincar de Barbie. Não gostava dos meus amigos, e não gostava da nova pessoa que eu estava virando. Ironicamente, foi de melhor amiga de todos os tempos oh felicidade para mera estranha. Está no Canadá, fazendo cursos de sei lá o quê, por uns seis meses.
A quarta nunca foi tão chegada. Sempre tinha os krs da igreja. Mas era engraçada demais, e sempre dava uns bons palpites. Gostava demais dela, e não me conformei quando ela falou que tava indo embora, talvez para sempre. Também foi pro Canadá, mas foi morar lá. Ainda assim, aparece num scrap, num msn de vez em quando.
De vez em quando dá saudade. Era tudo tão real, sabe? Esquece, é claro que não dá pra saber. Eu achava que o mundo sem elas não dava, mas deu, olha só. Conheci as raimundinhas, nesse espaço de tempo. Tem a irmã, tem a debuenas, tem a estressada, e, claro, ainda tem a emo. Mas, deixa, outra hora falo sobre elas. Afinal, não é sempre que se tem assunto(;

domingo, 15 de março de 2009

Sílvia.

Mimada, chata, convencida, irritante, perturbadora da paz mundial.

Pervertida, segundo ela mesma.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Nana(*)

Sua risada, seu jeito de brigar comigo, quando você me liga, seus vícios que eu acabei tomando para mim, quando você me imita, suas roupas, tudo.

(*)7 em japonês

quarta-feira, 11 de março de 2009

Desabafo.

Não, por aqui as coisas não estão como eu esperava. Não, não, não precisa se preocupar. As coisas também não estão ruins demais. Tenho ele, sempre, para qualquer coisa, e toda hora. Tenho ela, que adora reclamar, mas é uma das pessoas que mais me diverte nessa vida. Tenho eles, óbvio, que me irritam, e são insuportáveis, mas, você sabe, são eles. Ah, claro, também tem eles outros, mas, digamos, perdi o contato com a maioria. Se lá é divertido? Não, não é. As piadas prontas são toscas, as meninas são bobas, os meninos parecem crianças. Mas a gente vai indo. Uma risada de vez em quando, um pulo na padaria, uma conversinha sem assunto. É, não é tão ruim, não. Se eu sinto saudades? Muitas. Quero dizer, aonde foram parar meus 15, 16 anos? Ou será que eu já era assim? É, acho que sim. Ah, outro dia, assaltaram um prédio aqui do lado. Altas emoções, hans? O quê, ela saiu do Big Brother? Ah, ainda bem não gostava dela. É, também não gostava da outra, mas isso não importa. Sério? Ah, em novela sempre acontece isso. Mas todo mundo sabe que eles vão acabar juntos, mesmo. É, eu sei. Eles fazem uma falta danada, mesmo.
Mas, deixa. Deixa eu dizer o que eu penso dessa vida. Preciso demais desabafar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Você, Siclana.

Não posso falar mal de você, porque você vai saber que é de você que eu estou falando e você vai ficar bravinha, como você sempre fica, tão típico de você. Você vai querer brigar comigo, mas você não vai poder, porque, para isso, você precisaria falar comigo. Então, você vai fingir que não liga, mas todo mundo vai saber que você liga e isso vai te matar. Não, não vou falar de você hoje.
Mas você merecia.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tá na hora de eu tomar vergonha na cara.
Tomara que você pegue uma chuva, molhe todas as suas coisas, não ache o que você queria comprar, pegue um metrô insuportavelmente cheio e, no fim, venha me ver.

terça-feira, 3 de março de 2009

(Algumas das) Coisas que eu odeio.

Odeio cotas, odeio gente burra, odeio quem resolve fazer justiça com as próprias mãos sem conhecer o assunto, odeio que finge ser o que não é, odeio políticos, odeio wannabes, odeio geografia, odeio falar com os tele-atendentes, odeio leite gelado com nescau, e, sim, odeio muito pitís, chiliques, ou o nome que você quiser dar.

Podem esperar, uma lista nova sai qualquer dia desses(;

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu de novo.

É, vou tentar mais uma vez.