Para Clarinha.
Primeiro, ela fez como fazia com todos os outros. Me zoou, foi simpática, provavelmente disse que eu era grossa e ficou por isso mesmo. Ela na dela, eu na minha, cada uma com seu grupinho, nada demais.
Uns anos depois, eu fiquei amiga da amiga dela. Aí a coisa complicou. Ela falava que eu ia roubar a amiga dela, e que eu era chata, e, bom, eu não falo palavrão. E ela brigava comigo o tempo todo.
Mas como a vida é esquisita, do nada, a gente ficou amiga. Minto, foi numa viagem, a gente tem até uma música (Você abusou do meu amor e tá pedindo pra voltar, tralalá). Os grupinhos se dividiram, nós tivemos o nosso grupinho (ah, panelinhas adoráveis da escola).
Aí a gente brigou, falou mal dos outros, viajou juntas e tudo mais. Por uns bons dois anos, vivíamos brigando, desbrigando, etc etc. Quando ela pensou que ia se livrar de mim, fui pro mesmo caminho que o dela. E agora ela reclama comigo, ela me dá bronca, a gente se mata por toddinho.
Diz ela que vai pra outros lugares, viver novas vidas, mas eu não gosto muito disso não. Afinal, quem me liga pra falar com meus irmãos?
Corinthiana (Vai, curintia!), ídola de Chuck, top humanas. Essa é pra sempre, eu tenho certeza.
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