No dia 27 de março, umas 9, 10 horas da manhã, um menino se jogou do viaduto da cubatão que cruza a 23 de maio. Dizem que sua namorada havia acabado de terminar o namoro. Ele disse: Sem você, eu não vivo! E ela respondeu: É lógico que vive.
Mas ele realmente não vivia.
Tornara-se tão dependente dela que não saberia o que fazer. Quem iria segurar sua mão, garantindo que, ainda que a vida estivesse realmente difícil, tudo iria se resolver? O que ele faria quando a visse sorrindo para outro? Como lidaria com o fato de não mais poder saber no que ela estava pensando?
Ela, por outro lado, não aguentava mais. Com ele, tudo era cobranças, ciúmes, ele era tão possessivo. Se ela ria da piada boba de algum amigo, ele já queria saber o que estava acontecendo. Se alguma amiga vinha conversar em particular, ele já ficava achando que ela estava fazendo alguma coisa errada. No começo, eles realmente se davam bem. Ela achava lindo o jeito dele segurar sua mão, adorava como ele ligava todos os dias. Depois, foi percebendo que ele só queria prendê-la e se certificar que ela estava mesmo em casa.
E eles tentaram se entender. Brigavam direto, mas acreditavam que ainda dava jeito. Mas ela não aguentou. Ela achou que era fraqueza, mas era força. Não dava mais para fugir.
Quando acabou, acabou.
Eles nunca souberam que aquilo nunca foi amor. Foi posse.
It's good to know you'll always be there for me. Love you more than it's understandable. M.
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