quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ah, elas.

Sempre falo de risos, choros e saudades, então hoje eu posso estar sendo um pouco repetitiva. Mas é imprenscindível.
Porque uma pessoa que eu gosto muito vai embora. Não para sempre. A gente ainda vai se ver por aí, mas é meio estranho. Eu estava tão acostumada a vê-la de segunda à sexta, com exceção das férias, que achei que ela não ia embora nunca. Mas amanhã ela vai. Vai construir a vida dela, tentar se arranjar para ir morar no Piauí. E o pior é que não faz nem meio ano que a outra pessoa que eu gostava muito também foi. Eu vou sentir muitas saudades. Das duas.
É meio engraçado. Eu sempre estive acostumada, sabe? Ouvia histórias dos meus amigos que reclamavam da comida de uma, que falavam que a outra era doida, que diziam que ela era nojenta. Eu nunca tive nenhum destes problemas. As duas faziam comidas deliciosas, já estou acostumada com a loucura Hellmeister, que é difícil superar, e elas definitivamente Não eram nojentas. Eram lindas.
Lembro de quando eu era pequenininha e ela me fazia dormir à tarde, nossa, eu odiava. A outra me levava para brincar no parquinho e ria porque eu ficava fugindo de cachorros. Um dia, a gente estava assistindo televisão e estava passando uma reportagem sobre babás que batiam nas crianças. Aí elas me disseram que eu era sortuda, porque elas nunca me batiam. Ah, eu era sortuda mesmo. A maioria das pessoas não entendem. Mas sei lá, quando a gente para pra pensar até que não é difícil. Elas sempre estiveram aqui. Me fazendo parar de comer chocolate e comer feijão, me mandando estudar, ouvindo minhas histórias sem noção.
Por tudo, eu quero que elas sejam muito felizes. Aonde quer que vão.
Porque eu vou sentir muitas saudades.

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