Assisti mais um filme mulherzinha, daqueles que, logo depois da primeira cena, você já sabe o que vai acontecer até o fim do filme. Meus amigos odeiam isso. Essa é parte que eu mais gosto. Você olha pra cara do mocinho e sabe que ele vai ferrar tudo, mas, no fim, como mágica, tudo vai se resolver, ele vai fazer uma coisa impossivelmente bonitinha, e você vai ficar sonhando com o dia que todas aquelas coisas vão acontecer com você.
As pessoas são bonitas, o cenário é colorido, a música faz com que você sinta vontade de, sei lá, ser feliz. Você sabe que aquilo não existe, mas você não desiste de querer.
O mais engraçado é que o filme é baseado num livro de auto-ajuda que tenta exatamente acabar com esses clichês. Num século em que a mulher sustenta a casa, mandam e desmandam, parece ridículo que ainda tenha gente que, como eu, prefira acreditar nessas bobagens a filosofar sobre a guerra em onde quer que seja.
É tudo tão irreal nesse tipo de filme. O cara que nunca quis casar percebe, conversando com seu amigo casado que está odiando seu casamento, que tudo o que ele precisa é daquela mulher e, se ela quer casar, então que seja. O cara que ficava correndo atrás da gostosona percebe que nunca daria certo e começa a sair com aquela outra que nunca conseguia um relacionamento. Ah, a máxima. O cara que sempre foi cético quanto a relacionamentos acaba se apaixonando pela mulher que sempre foi desesperada para achar um namorado, mas, ironia das ironias, deixa de ser tão desesperada por causa dele. Totalmente irreal.
Mas as meninas gritando e batendo palmas no fim do filme também era irreal. Não adianta, tem coisas que nunca vão mudar. Ainda que digam que não, todas têm o mesmo sonho.
Ninguém quer ser a regra. Todo mundo quer ser a exceção.
"You are an exception. You are my exception."
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário