sábado, 30 de maio de 2009

Ex-Post

Eu to indo na livraria, não vai dar tempo de escrever(:

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ah, elas.

Sempre falo de risos, choros e saudades, então hoje eu posso estar sendo um pouco repetitiva. Mas é imprenscindível.
Porque uma pessoa que eu gosto muito vai embora. Não para sempre. A gente ainda vai se ver por aí, mas é meio estranho. Eu estava tão acostumada a vê-la de segunda à sexta, com exceção das férias, que achei que ela não ia embora nunca. Mas amanhã ela vai. Vai construir a vida dela, tentar se arranjar para ir morar no Piauí. E o pior é que não faz nem meio ano que a outra pessoa que eu gostava muito também foi. Eu vou sentir muitas saudades. Das duas.
É meio engraçado. Eu sempre estive acostumada, sabe? Ouvia histórias dos meus amigos que reclamavam da comida de uma, que falavam que a outra era doida, que diziam que ela era nojenta. Eu nunca tive nenhum destes problemas. As duas faziam comidas deliciosas, já estou acostumada com a loucura Hellmeister, que é difícil superar, e elas definitivamente Não eram nojentas. Eram lindas.
Lembro de quando eu era pequenininha e ela me fazia dormir à tarde, nossa, eu odiava. A outra me levava para brincar no parquinho e ria porque eu ficava fugindo de cachorros. Um dia, a gente estava assistindo televisão e estava passando uma reportagem sobre babás que batiam nas crianças. Aí elas me disseram que eu era sortuda, porque elas nunca me batiam. Ah, eu era sortuda mesmo. A maioria das pessoas não entendem. Mas sei lá, quando a gente para pra pensar até que não é difícil. Elas sempre estiveram aqui. Me fazendo parar de comer chocolate e comer feijão, me mandando estudar, ouvindo minhas histórias sem noção.
Por tudo, eu quero que elas sejam muito felizes. Aonde quer que vão.
Porque eu vou sentir muitas saudades.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Velhos Hábitos.

Voltei a ler Antonio Prata. É, realmente gosto do estilo do cara. Mas já falei disso no outro blog (se tiverem interesse, está no "ode a antonio prata"). Agora, dá licença que vou falar dos meus velhos hábitos, tá?
Bom. Ler o blog do Antonio Prata me fazia rir, sentir raiva, ter invejinha, pensar ou só querer saber escrever. Aí ele foi pro Estadão. Nada de textos à la Capricho, que sempre pareciam ter sido escritos para mim (óbvio, eu fazia parte do público-alvo), agora ele falava de assuntos adultos e, bem, vocês sabem como eu me sinto em relação aos adultos, eles sempre serão o Mal, a URSS dos meus EUA, a Palestina da minha nação israelita. É, eu fiquei mesmo inconformada. Mas hoje eu dei uma passadinha lá, no blog (que agora está na página do Estadão, só pra vocês verem como está a situação) e, omg!, ele falava de viagens, de carecas bigodudos, de coisas que me faziam rir, sentir raiva, ter invejinha, pensar e querer escrever. Agora ele tem críticos mais ferozes, é verdade, que ficam nervosinhos ao som da palavra bich* (não queremos irritadinhos por aqui), que esperam que um cronista tenha a solução para todos os problemas do mundo, que adoram procurar pelos em ovos, um público bem chato. Mas, ainda assim, ele manteve o jeito Antonio Prata dele.
O que me faz voltar ao tema e título 'velhos hábitos'. Quantas coisas eu não deixei de fazer desde que mudei meu enfoque? Digo, antes do drama Terceiro Colegial e O Que Queremos Ser, minha sobremesa preferida era brigadeiro, eu me recusava a comer feijão e completar um quadradinho de AD, TM ou, principalmente, TC (aula dada, tarefa mínima e tarefa complementar, respectivamente), era impensável. Agora, eu como salada de frutas, acho feijão gostosinho e meu humor se baseia em quantos quadradinhos faltam.
Nada de idas à padaria no meio da tarde, shopping depois da aula no meio da semana, só se eu estiver doida, e mesmo as sextas-feiras, sagradas sextas-feiras, ficaram meio abandonadas. Mas é o que dizem. Velhos hábitos não mudam. Alguns se adaptam. Hoje mesmo, vou comer um brigadeiro. Ah, e vou completar uns quadradinhos.

Ah, mais uma coisa.Salada de frutas é muito bom!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fofinha?

"É pra fofinha aqui fora."
Com uma frase, o cara causou uma polêmica de um tamanho que ele nem imagina. Ela brigou, falou que ia processar, contou pra todo mundo. E o cara ainda disse: "Quem não gosta de ser chamado de fofinha?"
Eu não. Nem ela. Nem ninguém. Em suma, chamar alguém de Fofinha NÃO é legal.
Por favor. Sem apelidos, tá. Principalmente Fofinha.
Nós odiamos ser fofinhas. É, no máximo, uma metonímia podre.



Ah, deixa eu contar uma frase que eu achei muito engraçada e já contei pra todo mundo, e eu estou retardada agora, então, se vocês quiserem gastar o tempo com alguma coisa melhor, vão para o wolframalpha. Se não, aí vai:
"Homem é que nem menstruação. Quando chega, incomoda, quando atrasa, preocupa."

Haha, beijos, amigos;

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Valeu a Pena?

Mote: Mar Português, F. Pessoa.

Você riu, você chorou. Você falou que tudo podia acabar, e você fez de tudo para isto não acontecer. Você disse que ia embora, e não foi. Você fez o que não queria e deixou de fazer o que mais queria. Você viu pessoas irem embora, e viu novas pessoas chegarem. Você falou com Deus e o mundo e não falou com ninguém. Você contou, você guardou pra si. Você segurou o choro e sorriu, fingindo que nada tinha acontecido. Você se preocupou à toa, você nem se preocupou. Você se arrependeu, pediu desculpas ou, o quê? Não fiz nada. Você conheceu lugares novos, e se cansou de ir para seu lugar preferido. Você fez promessas que não cumpriu, e até deixou umas pessoas tristes pelo caminho. Você acreditou que o mundo ia acabar, mas, depois de uma noite, você nem se lembrava mais por quê. Você pediu, rezou.
Então, valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Casa das Rosas

Hoje, eu te amo. Não que eu não te ame nos outros dias, não me entenda mal, mas, hoje, definitivamente, eu te amo. Você é mais do que você imagina. Você me faz sentir o que eu nem sabia que existia. Me faz ir do inferno ao céu em uma risada. Talvez a gente não dê certo; O tempo vai mesmo decidir. Mas, sabe, a gente dá certo. Muito certo. Por tudo, em tudo. A gente até pensa igual, olha só. Pontos de vista totalmente diferentes, mas pensamentos iguais. Totalmente sem nexo.
Te amo. Sempre.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Feminismo

fe.mi.nis.mo (lat femina+ismo) sm Sociol Movimento que tem por objetivo a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Só pra elas saberem.
Não tem nada a ver com comprar homens.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Coisas

Sinto muito se me expressei mal. Não era mesmo o que eu queria.
Mas, sabe, eu acabei de sair dessa fase "bad" aí que você tá louca pra viver agora. Já digo: sai dessa. É um saco. Desconfiar de todo mundo, mesmo dos que você mais ama, se achar um lixo, pra quê? Só vai afastar mais as pessoas. Eu quero muito você fora dessa.
As coisas nem sempre são fáceis, pra ninguém. Mas é assim que as coisas são. A gente tem que encarar. Tem que crescer. Tem que mudar. Nós duas precisamos.
Eu quero muito te ajudar e falar coisas legais. Mas também tá difícil aqui, sabe? Não sei direito o que fazer, o que falar. Tô vivendo.
Esse ano pode ser o pior ou o melhor. É você que decide. E eu decidi e tô indo. Se você for vir comigo, venha. Mas se não for, me deixa ir. Eu não quero mais te atrapalhar. Mesmo.
Prometi o prasempre pra você, e vou cumprir. Mas devagar. Porque é como as coisas são.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Conjunto vazio.

Hoje você me disse que nada parecia fazer sentido. Realmente, não faz. Tudo, ou melhor, nada do que fizemos foi feito por fazer sentido. Estar aqui, agora, tentando entender frentes frias não faz sentido. Acordar cedo todos os dias não faz sentido. Ser simpática é ridiculamente desnecessário. Mas, mesmo assim, continuamos. Talvez seja a esperança, talvez o medo, quem sabe. Só sabemos que continuamos. Talvez tudo se prove mesmo inútil, e acabaremos nos arrependendo. Ou então, vamos acabar conseguindo tudo o que sempre quisemos, e nos esqueceremos desses dias. Dias que não fazem sentido. Eu queria ter respostas, você sabe. Sempre quis ter todas as respotas. Exatamente por isso, sempre gostei de matemática. Sempre há respostas, mesmo que seja um conjunto vazio. Mas agora, não vejo resposta nenhuma. Talvez o esforço seja inútil, mas quem é que vai dizer? Nem eu, nem você, nem ninguém, terá respostas. Nunca.
Porque nada faz sentido.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Criança mimada aprende mais uma.

A lição de hoje é dizer não. Hoje, a criança mimada vai dizer não. Hoje ela não ficará triste com chantagens emocionais, ela não vai aceitar que lhe digam o que fazer, ela não vai levar desaforo para casa. Hoje, a criança não vai chorar no colinho da mamãe falando como tudo está difícil, ela não passará no vestibular, eles não me entendem, mãe! Hoje a criança não deixará que eles a manipulem. Hoje, agora, a criança mimada tá puta da vida.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Clara.

Para Clarinha.

Primeiro, ela fez como fazia com todos os outros. Me zoou, foi simpática, provavelmente disse que eu era grossa e ficou por isso mesmo. Ela na dela, eu na minha, cada uma com seu grupinho, nada demais.
Uns anos depois, eu fiquei amiga da amiga dela. Aí a coisa complicou. Ela falava que eu ia roubar a amiga dela, e que eu era chata, e, bom, eu não falo palavrão. E ela brigava comigo o tempo todo.
Mas como a vida é esquisita, do nada, a gente ficou amiga. Minto, foi numa viagem, a gente tem até uma música (Você abusou do meu amor e tá pedindo pra voltar, tralalá). Os grupinhos se dividiram, nós tivemos o nosso grupinho (ah, panelinhas adoráveis da escola).
Aí a gente brigou, falou mal dos outros, viajou juntas e tudo mais. Por uns bons dois anos, vivíamos brigando, desbrigando, etc etc. Quando ela pensou que ia se livrar de mim, fui pro mesmo caminho que o dela. E agora ela reclama comigo, ela me dá bronca, a gente se mata por toddinho.
Diz ela que vai pra outros lugares, viver novas vidas, mas eu não gosto muito disso não. Afinal, quem me liga pra falar com meus irmãos?
Corinthiana (Vai, curintia!), ídola de Chuck, top humanas. Essa é pra sempre, eu tenho certeza.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ilma Sra Hellmeister

Temo não poder atender ao seu pedido. Parece-me que a senhora já está virando uma adulta. Rabugenta, reclamona e impaciente. Favor entrar em contato com a central.
Atenciosamente,
Quem quer que seja.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Adultos.

Eles são complicados. Dificilmente você encontrará um confiável. Eles querem sempre estar acima dos outros, mas não têm certeza de onde querem chegar. Eles não ficam felizes com coisas simples, tampouco ficam tristes com qualquer coisa. Além disso, tanto a felicidade quanto a tristeza passa rápido demais para eles.
Adultos sonham com a aposentadoria e sentem falta de quando eram adolescentes. Se esquecem do quanto odiavam as espinhas, as emoções, os extremismos. Não percebem que odiarão sentir dores, não poder comer o que bem entenderem e não conseguir fazer tudo o que quiserem.
Se preocupam com rugas, calvice e gorduras, mas não se importam de ficar anos sem ver o melhor amigo, semanas sem jantar com a família, dias sem parar pra pensar se tudo está valendo a pena. Veem o email a cada minuto mas nunca param o que estão fazendo para olhar como o dia está bonito.
Reclamam do calor, da chuva, dos mais novos, dos mais velhos, do silêncio, do barulho, do trânsito, da falta, do excesso. Estão sempre tentando otimizar, melhorar o que não tem como ser melhor. Criam rotinas, planejam, tramam. Leem revista de fofocas para saber quem está na pior, leem o caderno de economia para zombar de quem investiu nas ações erradas.
Se contentam com pouco, não se contentam com nada. São um saco.
Eu prometo que não serei adulta nunca, jamais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bom

Só pra não deixar o tempo passar rápido demais.