terça-feira, 31 de março de 2009

Espaço em branco

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. [Ponha aqui a sua reclamação de hoje.] .






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segunda-feira, 30 de março de 2009

Amor doentio

No dia 27 de março, umas 9, 10 horas da manhã, um menino se jogou do viaduto da cubatão que cruza a 23 de maio. Dizem que sua namorada havia acabado de terminar o namoro. Ele disse: Sem você, eu não vivo! E ela respondeu: É lógico que vive.
Mas ele realmente não vivia.
Tornara-se tão dependente dela que não saberia o que fazer. Quem iria segurar sua mão, garantindo que, ainda que a vida estivesse realmente difícil, tudo iria se resolver? O que ele faria quando a visse sorrindo para outro? Como lidaria com o fato de não mais poder saber no que ela estava pensando?
Ela, por outro lado, não aguentava mais. Com ele, tudo era cobranças, ciúmes, ele era tão possessivo. Se ela ria da piada boba de algum amigo, ele já queria saber o que estava acontecendo. Se alguma amiga vinha conversar em particular, ele já ficava achando que ela estava fazendo alguma coisa errada. No começo, eles realmente se davam bem. Ela achava lindo o jeito dele segurar sua mão, adorava como ele ligava todos os dias. Depois, foi percebendo que ele só queria prendê-la e se certificar que ela estava mesmo em casa.
E eles tentaram se entender. Brigavam direto, mas acreditavam que ainda dava jeito. Mas ela não aguentou. Ela achou que era fraqueza, mas era força. Não dava mais para fugir.
Quando acabou, acabou.

Eles nunca souberam que aquilo nunca foi amor. Foi posse.


It's good to know you'll always be there for me. Love you more than it's understandable. M.

domingo, 29 de março de 2009

Regras e exceções.

Assisti mais um filme mulherzinha, daqueles que, logo depois da primeira cena, você já sabe o que vai acontecer até o fim do filme. Meus amigos odeiam isso. Essa é parte que eu mais gosto. Você olha pra cara do mocinho e sabe que ele vai ferrar tudo, mas, no fim, como mágica, tudo vai se resolver, ele vai fazer uma coisa impossivelmente bonitinha, e você vai ficar sonhando com o dia que todas aquelas coisas vão acontecer com você.
As pessoas são bonitas, o cenário é colorido, a música faz com que você sinta vontade de, sei lá, ser feliz. Você sabe que aquilo não existe, mas você não desiste de querer.
O mais engraçado é que o filme é baseado num livro de auto-ajuda que tenta exatamente acabar com esses clichês. Num século em que a mulher sustenta a casa, mandam e desmandam, parece ridículo que ainda tenha gente que, como eu, prefira acreditar nessas bobagens a filosofar sobre a guerra em onde quer que seja.
É tudo tão irreal nesse tipo de filme. O cara que nunca quis casar percebe, conversando com seu amigo casado que está odiando seu casamento, que tudo o que ele precisa é daquela mulher e, se ela quer casar, então que seja. O cara que ficava correndo atrás da gostosona percebe que nunca daria certo e começa a sair com aquela outra que nunca conseguia um relacionamento. Ah, a máxima. O cara que sempre foi cético quanto a relacionamentos acaba se apaixonando pela mulher que sempre foi desesperada para achar um namorado, mas, ironia das ironias, deixa de ser tão desesperada por causa dele. Totalmente irreal.
Mas as meninas gritando e batendo palmas no fim do filme também era irreal. Não adianta, tem coisas que nunca vão mudar. Ainda que digam que não, todas têm o mesmo sonho.
Ninguém quer ser a regra. Todo mundo quer ser a exceção.

"You are an exception. You are my exception."

terça-feira, 24 de março de 2009

Sextas-feiras.

A minha vida aconteceu às sextas-feiras.
A primeira saída com os amigos, quando tudo parecia complicado demais. Meninos, amigas, escola. As brigas que pareciam ser eternas, as pessoas que eu jurei não esquecer, os sonhos que eu construía sem ter muita certeza. As tardes inteiras no shopping, ou na paulista, ou mesmo na escola. Eu lembro como odiavam os filmes que eu escolhia. Sempre uma comédia romântica previsível. Mas ninguém realmente se importava com o filme que estaria passando.
De vez em quando, tinham as festas. Nessas sextas, a gente só almoçava. Nossa, eu sempre acreditei que as festas eram mágicas. Boas ou ruins, sempre existia o ritualzinho. De certa forma, eu acreditava (e talvez ainda acredite) que um sapato e um vestido podem transformar qualquer menina.
Se alguma coisa tivesse que acontecer, seria numa sexta-feira. Um beijo, uma briga, uma história nova. Foi numa sexta-feira que eu fiquei amiga das raimundinhas, foi numa sexta-feira que eu caí de amores, foi numa sexta-feira que eu me levantei. Foi numa sexta-feira que eu descobri o quanto eu gostava dele.
Claro, também existiram as sextas-feiras tristes. Hoje eu rio das nossas discussões idiotas, e dos dias que eu desperdicei sendo boba, mas, naquele tempo, parecia fazer muito sentido. Nossa, quantas expectativas eu tinha. Contava os meses para os 'grandes eventos', que sempre tinham a ver com sextas-feiras.
A rotina era mais ou menos essa: aulas de Educação Física. Depois de oito anos, eu parei até de tentar enganar o professor. Aí a gente esperava. Uma hora pra resolver quem ia, quem não ia. Mais um pouco pra ver onde a gente ia. No fim, até que dava certo.
Perguntavam porque sexta-feira. Também nunca entendi, mas é uma coisa que dá certo até hoje. Se eu quiser marcar qualquer coisa, é melhor marcar sexta-feira.
Eu lembro da última oficial. Demais, até pra mim. A última sexta-feira em que a Bernardino de Campos ia ser o lugar pra gente se encontrar. Com uma roupa preta e uma faixa vermelha, a gente recebeu o papelzinho que simbolizaria o fim da Sexta-Feira. Mas a gente passou dessa fase. Ainda temos o metrô, a rua Estela, o piso Maestro Cardim.
Mas a verdade é que as sextas-feiras passaram rápido demais.

M, AC, A, S, K, J, JS, D, T, P, V, J', P', M', Thks for the fridays.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Carreira hipotética (Parte I)

Eu vou estudar oceanografia, morar na praia, vender coco e batatinha pra turista. Aí vai chegar aquela madame de nariz empinado e me reconhecer como a nerd da escola dela. Quando ela me perguntar como eu fui parar lá, o que eu estou fazendo, eu vou falar: Ah, aqui é o melhor lugar pra se ouvir o canto das baleias.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Privileged

Eu tenho um novo vício. Assisto um capítulo depois do outro. A mesma história bobinha: Moça pobre vai trabalhar com meninas ricas para adquirir experiência. Uma menina é malvada e esperta, a outra é boazinha, mas é bobinha. No fundo, a família inteira é frustrada pela morte da mãe das meninas. A moça pobre chama atenção do vizinho ricaço bonitão e do diretor gracinha, além de ser a paixão eterna e secreta de seu melhor amigo. Ela fica com o diretor que, obviamente, é um idiota. Ah, claro, ela sempre briga com sua irmã, que é uma boa pessoa, mas um tanto confusa, ou talvez a confusa seja ela. Acabei nesse capítulo e a droga da internet tá mais lerda do que nunca. Estou totalmente viciada. Droga.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Primeiras Melhores Amigas

Eram quatro:
A primeira eu conheci comprando lanche. Uma menina virou pra mim e disse: Olha, ele deve ser patricinha. Mas ela não era. Ok, era um pouco. Mas era tão legal com todo mundo que nem se percebia. Era um amor mesmo. A segunda eu conheci fazendo um trabalho. Ela não falava nada com ninguém, mas ela falou comigo. Sempre emo. A terceira eu não lembro como conheci. Também não lembro como deixei de conhecer. A quarta eu conheci por intermédio das outras. Essa sim era patricinha.
A primeira era, essencialmente, a mais racional. Não julgava, e sempre ouvia, a merda que fosse. Aí um dia ela mudou de escola. Se apaixonou pelo professor, vivia contando histórias tristes, que eu não conseguia entender direito. A gente prometeu que ia se falar sempre, e tudo mais. Mas essa história nunca dá realmente certo. Novos amigos, de ambos os lados, assuntos diferentes, vidas diferentes, enfim. A gente se via, de vez em quando, em festinhas (bem) ocasionais. Aí ela mudou de cidade. Não sei o que faz da vida.
A segunda era, definitivamente, a mais discreta. Não falava com meninos. Bom, não falava com ninguém, a princípio. Mas a coisa mudou, acredite. Ela entrou na faculdade. Virou pop. Bem que merecia, mesmo. Agora sim ela pôde conhecer gente do naipe dela. Comédias românticas, só comigo, mesmo. Enfim, conseguiu alguém pra discutir sobre coisas cult. Mudou tanto, tanto essa menina. Mas continua a mesma. Uma vez por semana ainda dá pra se ver. Afinal, a única que sobrou.
A terceira era, especialmente, uma irmã. De brigar, de falar bobagem, até de dormir em casa. Era tão revoltada, enquanto eu era tão passiva. Tinha tantas histórias, enquanto minha vida se resumia brincar de Barbie. Não gostava dos meus amigos, e não gostava da nova pessoa que eu estava virando. Ironicamente, foi de melhor amiga de todos os tempos oh felicidade para mera estranha. Está no Canadá, fazendo cursos de sei lá o quê, por uns seis meses.
A quarta nunca foi tão chegada. Sempre tinha os krs da igreja. Mas era engraçada demais, e sempre dava uns bons palpites. Gostava demais dela, e não me conformei quando ela falou que tava indo embora, talvez para sempre. Também foi pro Canadá, mas foi morar lá. Ainda assim, aparece num scrap, num msn de vez em quando.
De vez em quando dá saudade. Era tudo tão real, sabe? Esquece, é claro que não dá pra saber. Eu achava que o mundo sem elas não dava, mas deu, olha só. Conheci as raimundinhas, nesse espaço de tempo. Tem a irmã, tem a debuenas, tem a estressada, e, claro, ainda tem a emo. Mas, deixa, outra hora falo sobre elas. Afinal, não é sempre que se tem assunto(;

domingo, 15 de março de 2009

Sílvia.

Mimada, chata, convencida, irritante, perturbadora da paz mundial.

Pervertida, segundo ela mesma.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Nana(*)

Sua risada, seu jeito de brigar comigo, quando você me liga, seus vícios que eu acabei tomando para mim, quando você me imita, suas roupas, tudo.

(*)7 em japonês

quarta-feira, 11 de março de 2009

Desabafo.

Não, por aqui as coisas não estão como eu esperava. Não, não, não precisa se preocupar. As coisas também não estão ruins demais. Tenho ele, sempre, para qualquer coisa, e toda hora. Tenho ela, que adora reclamar, mas é uma das pessoas que mais me diverte nessa vida. Tenho eles, óbvio, que me irritam, e são insuportáveis, mas, você sabe, são eles. Ah, claro, também tem eles outros, mas, digamos, perdi o contato com a maioria. Se lá é divertido? Não, não é. As piadas prontas são toscas, as meninas são bobas, os meninos parecem crianças. Mas a gente vai indo. Uma risada de vez em quando, um pulo na padaria, uma conversinha sem assunto. É, não é tão ruim, não. Se eu sinto saudades? Muitas. Quero dizer, aonde foram parar meus 15, 16 anos? Ou será que eu já era assim? É, acho que sim. Ah, outro dia, assaltaram um prédio aqui do lado. Altas emoções, hans? O quê, ela saiu do Big Brother? Ah, ainda bem não gostava dela. É, também não gostava da outra, mas isso não importa. Sério? Ah, em novela sempre acontece isso. Mas todo mundo sabe que eles vão acabar juntos, mesmo. É, eu sei. Eles fazem uma falta danada, mesmo.
Mas, deixa. Deixa eu dizer o que eu penso dessa vida. Preciso demais desabafar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Você, Siclana.

Não posso falar mal de você, porque você vai saber que é de você que eu estou falando e você vai ficar bravinha, como você sempre fica, tão típico de você. Você vai querer brigar comigo, mas você não vai poder, porque, para isso, você precisaria falar comigo. Então, você vai fingir que não liga, mas todo mundo vai saber que você liga e isso vai te matar. Não, não vou falar de você hoje.
Mas você merecia.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tá na hora de eu tomar vergonha na cara.
Tomara que você pegue uma chuva, molhe todas as suas coisas, não ache o que você queria comprar, pegue um metrô insuportavelmente cheio e, no fim, venha me ver.

terça-feira, 3 de março de 2009

(Algumas das) Coisas que eu odeio.

Odeio cotas, odeio gente burra, odeio quem resolve fazer justiça com as próprias mãos sem conhecer o assunto, odeio que finge ser o que não é, odeio políticos, odeio wannabes, odeio geografia, odeio falar com os tele-atendentes, odeio leite gelado com nescau, e, sim, odeio muito pitís, chiliques, ou o nome que você quiser dar.

Podem esperar, uma lista nova sai qualquer dia desses(;