quarta-feira, 18 de março de 2009

Primeiras Melhores Amigas

Eram quatro:
A primeira eu conheci comprando lanche. Uma menina virou pra mim e disse: Olha, ele deve ser patricinha. Mas ela não era. Ok, era um pouco. Mas era tão legal com todo mundo que nem se percebia. Era um amor mesmo. A segunda eu conheci fazendo um trabalho. Ela não falava nada com ninguém, mas ela falou comigo. Sempre emo. A terceira eu não lembro como conheci. Também não lembro como deixei de conhecer. A quarta eu conheci por intermédio das outras. Essa sim era patricinha.
A primeira era, essencialmente, a mais racional. Não julgava, e sempre ouvia, a merda que fosse. Aí um dia ela mudou de escola. Se apaixonou pelo professor, vivia contando histórias tristes, que eu não conseguia entender direito. A gente prometeu que ia se falar sempre, e tudo mais. Mas essa história nunca dá realmente certo. Novos amigos, de ambos os lados, assuntos diferentes, vidas diferentes, enfim. A gente se via, de vez em quando, em festinhas (bem) ocasionais. Aí ela mudou de cidade. Não sei o que faz da vida.
A segunda era, definitivamente, a mais discreta. Não falava com meninos. Bom, não falava com ninguém, a princípio. Mas a coisa mudou, acredite. Ela entrou na faculdade. Virou pop. Bem que merecia, mesmo. Agora sim ela pôde conhecer gente do naipe dela. Comédias românticas, só comigo, mesmo. Enfim, conseguiu alguém pra discutir sobre coisas cult. Mudou tanto, tanto essa menina. Mas continua a mesma. Uma vez por semana ainda dá pra se ver. Afinal, a única que sobrou.
A terceira era, especialmente, uma irmã. De brigar, de falar bobagem, até de dormir em casa. Era tão revoltada, enquanto eu era tão passiva. Tinha tantas histórias, enquanto minha vida se resumia brincar de Barbie. Não gostava dos meus amigos, e não gostava da nova pessoa que eu estava virando. Ironicamente, foi de melhor amiga de todos os tempos oh felicidade para mera estranha. Está no Canadá, fazendo cursos de sei lá o quê, por uns seis meses.
A quarta nunca foi tão chegada. Sempre tinha os krs da igreja. Mas era engraçada demais, e sempre dava uns bons palpites. Gostava demais dela, e não me conformei quando ela falou que tava indo embora, talvez para sempre. Também foi pro Canadá, mas foi morar lá. Ainda assim, aparece num scrap, num msn de vez em quando.
De vez em quando dá saudade. Era tudo tão real, sabe? Esquece, é claro que não dá pra saber. Eu achava que o mundo sem elas não dava, mas deu, olha só. Conheci as raimundinhas, nesse espaço de tempo. Tem a irmã, tem a debuenas, tem a estressada, e, claro, ainda tem a emo. Mas, deixa, outra hora falo sobre elas. Afinal, não é sempre que se tem assunto(;

Nenhum comentário:

Postar um comentário