terça-feira, 30 de junho de 2009

O amor é engraçado. A gente fica louca atrás dele, não para de se questionar porque ele não chega, e, quando estamos prestes a desistir, ele aparece, esbaforido, falando "oi, tô atrasado?" (ele sabe que sim, mas também sabe que independente da hora que ele chegar, ficaremos felizes, então ele aproveita).
No começo, a gente até suspeita. E se não for amor, e se acabar, e se eu estiver me enganando? A gente tenta não se contagiar muito. Ligo, não ligo, só uma vez, então. Fazemos de conta que não estamos nem aí. Mas quando vai ver, já foi. Você liga pra ele cinco vezes por dia, só usa as roupas que ele gosta, faz questão de ir naquele restaurante que ele prefere. Vocês marcam de se encontrar às 8, mas às 6 você já começa a se arrumar. Às 7, bate a dúvida. Será que marquei a hora certa, será que ele vem? Então, às 8 e quinze ele chega e você se desmancha.
Mas esta fase do amor também passa. As dúvidas constantes (mas não todas) dão lugar àlgumas certezas. Você sabe que ele vem. Você sabe de que roupa ele gosta. Você já o conhece tão bem. Se antes você assistia comédias românticas se perguntando "qual é meu problema, por que só eu não acho ninguém?!", agora você vê a personagem principal e pensa, com aquele ar blasè "tsc,é óbvio que ele vai embora, ela tá fazendo tudo errado."
E ele copia a lição pra você e te segura no colo quando você quer chorar. Ele te faz rir, e diz que te ama. E é ele. O amor. Irritante, impossível, amor.

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